Conselheiro de segurança nacional de Trump diz que EUA se opõem as intervenções estrangeiras na Líbia

Fonte: Xinhua    06.08.2020 15h56

O conselheiro de segurança nacional do presidente dos EUA, Robert O'Brien, disse na terça-feira que os Estados Unidos estão "profundamente perturbados" pelo conflito na Líbia, se opondo as intervenções militares estrangeiras.

"Fortemente nos opomos ao envolvimento militar estrangeiro, incluindo o uso de mercenários e prestadores de serviços militares privados, por todos os lados", disse O'Brien em comunicado da Casa Branca.

Ele também observou que as potências estrangeiras que estabelecem uma presença militar duradoura ou controlam os recursos da Líbia representam graves ameaças à estabilidade regional e ao comércio global, ao mesmo tempo em que comprometem os interesses de segurança dos Estados Unidos e de seus aliados.

O'Brien pediu que todas as partes relevantes "permitam que a National Oil Corporation retome seu trabalho vital, com total transparência e implemente uma solução desmilitarizada para Sirte e al-Jufra, respeite o embargo de armas da ONU e finalize um cessar-fogo sob a negociação militar 5+5 liderada pela ONU".

A Líbia está envolvida em uma guerra civil desde a queda e a morte do ex-líder em 2011, Muammar Kadafi.

A situação aumentou em 2014, dividindo o poder entre dois rivais e as forças em guerra, o Governo do Acordo Nacional (GAN), apoiado pela ONU, sediado na capital Trípoli e o Exército Nacional da Líbia (ENL), sediado no leste, liderado por Khalifa Haftar.

Egito, Rússia e Emirados Árabes Unidos apoiam o ENL de Haftar, enquanto o GAN é apoiado principalmente pela Turquia e pelo Catar.

(Web editor: Beatriz Zhang, Renato Lu)

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