China insta EUA a mudar mentalidade equivocada

Fonte: Xinhua    27.07.2021 08h30

O relacionamento China-EUA está em um impasse, fundamentalmente porque alguns americanos retratam a China como um "inimigo imaginário", disse Xie Feng, vice-ministro das Relações Exteriores chinês, urgindo que os Estados Unidos mudem sua mentalidade altamente equivocada e política perigosa.

Xie deu as declarações nesta segunda-feira durante uma conversa com a vice-secretária de Estado dos EUA, Wendy Sherman, que está em uma visita à cidade portuária de Tianjin, no norte da China, de 25 a 26 de julho.

Por muito tempo, ao falar sobre o conflito com a China e os desafios à frente dos Estados Unidos, o "momento Pearl Harbor" e o "momento Sputnik" têm sido mencionados por alguns americanos, disse Xie.

Alguns acadêmicos internacionais, incluindo os norte-americanos, percebem isso como uma comparação entre a China e o Japão na Segunda Guerra Mundial e a União Soviética na Guerra Fria. Parece que, ao fazer da China um "inimigo imaginário", um senso nacional de propósito seria reacendido nos Estados Unidos. A esperança pode ser que, ao demonizar a China, os EUA possam de alguma forma mudar o descontentamento político interno com questões políticas, econômicas e sociais e culpar a China por seus próprios problemas estruturais, observou Xie.

Segundo ele, parece que uma campanha de todo o governo e de toda a sociedade está sendo travada para derrubar a China. É como se, caso o desenvolvimento da China fosse contido, todos os desafios internos e externos dos EUA desapareceriam e a América voltaria a ser grande de novo e a Pax Americana continuaria.

LAÇOS BILATERAIS

Em termos da retórica "competitiva, colaborativa e adversária" dos Estados Unidos, Xie afirmou que esta é uma tentativa ligeiramente velada de conter e suprimir a China.

O povo chinês sente que a ênfase real está no aspecto adversário, o aspecto colaborativo é apenas um expediente e o aspecto competitivo é uma armadilha narrativa, acrescentou.

A política dos EUA parece exigir cooperação quando querem algo da China; dissociar, contar suprimentos, bloquear ou sancionar a China quando acreditam que têm uma vantagem; e recorrer a conflitos e confrontos a todo custo, acrescentou Xie.

"Parece que os EUA só pensam em atender as suas próprias preocupações, obtendo os resultados que desejam e defendendo seus próprios interesses. Faça coisas ruins e consiga bons resultados. Como isso é possível?"

De acordo com Xie, o que o mundo mais precisa é de solidariedade e cooperação, pois a humanidade está no mesmo barco.

"O povo chinês aprecia a paz", disse Xie, acrescentando que o que a China espera construir é um novo tipo de relações internacionais com respeito mútuo, igualdade, justiça e cooperação de ganho recíproco, e uma comunidade com um futuro compartilhado para a humanidade.

"A China quer trabalhar com os Estados Unidos para buscar um terreno comum e, ao mesmo tempo, adiar as diferenças", assinalou ele.

O lado norte-americano deve mudar o curso e trabalhar com a China com base no respeito mútuo e abraçar a concorrência leal e a coexistência pacífica com a China.

"Afinal, um relacionamento saudável e estável entre a China e os EUA atende aos interesses de ambas as partes. E o mundo não espera nada menos dos dois lados", acrescentou Xie.

A chamada "ordem internacional baseada em regras" do lado norte-americano é projetada para se beneficiar à custa dos outros, reter outros países e introduzir "a lei da selva", apontou Xie.

Isso é um esforço dos Estados Unidos e de alguns outros países ocidentais para enquadrar suas próprias regras como regras internacionais e impô-las a outros países.

Os EUA abandonaram o direito e a ordem internacionais universalmente reconhecidos e danificaram o sistema internacional que ajudaram a construir, de acordo com Xie. "Eles estão tentando substituí-lo com uma chamada 'ordem internacional baseada em regras'."

"O objetivo é recorrer à tática de mudar as regras para tornar a vida mais fácil para si e difícil para os outros, e introduzir a 'lei da selva' em que existe o direito do mais forte e o grande intimida o pequeno", acrescentou.

DIPLOMACIA COERCIVA

Segundo Xie, os Estados Unidos são o "inventor, o proprietário de patentes e de propriedade intelectual" da diplomacia coerciva.

Os chineses acreditam que não se deve fazer aos outros o que não gostaria que os outros façam. O desejo de buscar hegemonia ou expansão territorial simplesmente não está no DNA chinês, disse Xie.

"A China nunca coagiu nenhum país", disse Xie, acrescentando que a China responde à interferência estrangeira com contramedidas legítimas e legais e que o objetivo é defender os direitos e interesses legítimos do país e manter a equidade e a justiça internacionais.

De acordo com ele, a China nunca foi à porta de terceiros para provocar problemas. Nem a China jamais colocou a mão na casa dos outros e muito menos a China ocupou qualquer centímetro do território de outros países.

"Foram os Estados Unidos que se envolveram em amplas sanções unilaterais, jurisdição de longo alcance e interferência nos assuntos internos de outros países," acrescentou.

A noção norte-americana de "envolver outros países a partir de uma posição de força" é apenas outra versão de o grande intimida o pequeno e "o direito do mais forte". Isso é puramente uma diplomacia coerciva, acrescentou ele.

(Web editor: Fátima Fu, Renato Lu)

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