Vendas de automóveis na China devem se recuperar, prevê empresa

Fonte: Xinhua    03.09.2019 14h18

Beijing, 2 set (Xinhua) -- As vendas de automóveis da China, que superam as estimativas em julho apesar da desaceleração, devem se recuperar até o final de 2019, à medida que os produtores vêm buscando melhorar a demanda de consumo.

Em julho, as vendas no varejo do setor caíram 2,6% para 305,62 bilhões de yuans (US$ 43,12 bilhões) em relação a um ano atrás, de acordo com o Departamento Nacional de Estatísticas (DNE).

A leitura caiu em comparação com um aumento de 17,2% em junho, quando as montadoras e revendedores aumentaram a promoção de carros que não atenderam aos novos padrões de emissões do país antes da vigência desses padrões em julho.

"A desaceleração foi muito melhor do que o esperado, mostrando forte demanda do mercado, apesar da interrupção temporária em junho", apontou a Shenwan Hongyuan Securities em uma nota de pesquisa.

O Conselho de Estado anunciou na semana passada 20 medidas para impulsionar o consumo do país, já que a China reduzirá as restrições às compras de veículos para apoiar as vendas de automóveis.

As regiões com limitações sobre compra de veículos devem adotar medidas para aliviar ou suspender as restrições e apoiar compras de veículos de nova energia, de acordo com uma diretriz emitida pelo Conselho de Estado.

Outras medidas de apoio contidas na diretriz incluíram a aplicação de novas tecnologias para promover a circulação de produtos, melhora da infraestrutura das ruas comerciais e aceleração do desenvolvimento de cadeias de lojas de conveniência.

Com os cortes de impostos sobre pessoa física e de valor agregado entrando em vigor gradualmente, espera-se que o país tenha uma demanda de consumo aprimorada na segunda metade do ano, apontou a Shenwan Hongyuan Securities.

A taxa de crescimento das vendas de automóveis deverá se recuperar para cerca de 4%, acrescentou a empresa.

As vendas no varejo de bens de consumo na China aumentaram 7,6% em termos anuais, com o ritmo de crescimento caindo 2,2 pontos percentuais em relação a junho, mostraram dados do DNE.

(Web editor: Fátima Fu, editor)

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