Beijing, 17 abr (Xinhua) -- As empresas de comércio automobilístico não precisarão adquirir autorização dos proprietários de marcas de automóveis para vender veículos a partir de julho, de acordo com as novas medidas divulgadas na sexta-feira.
As medidas anteriores implementadas desde 2005, solicitando que todos os revendedores de automóveis obtenham autorização dos proprietários de marcas, serão revogadas a partir de 1º de julho de 2017, anunciou um comunicado do Ministério do Comércio.
O sistema de autorização ajudou a proteger a ordem de mercado e contribuiu para o rápido desenvolvimento do mercado automobilístico da China, informou o comunicado.
No entanto, o sistema também deu origem às práticas monopolistas, afetou a concorrência e ajudou a aumentar os preços das peças automobilísticas.
No futuro, tanto as empresas de venda automobilística autorizadas quanto as sem autorização terão autorização para operar, segundo as novas medidas.
"Os mercados, lojas e canais de comércio eletrônico de automóveis serão as novas formas de vender veículos na China", afirmou o Ministério.
As novas medidas ajudarão a melhorar os serviços de venda e de pós-venda entre diferentes marcas de automóveis, uma abordagem que vai poupar recursos, melhorar a eficiência e aperfeiçoar os serviços, acrescentou.
A China permaneceu o maior fabricante e mercado de automóveis do mundo por oito anos consecutivos até 2016, com a produção e vendas automobilísticas excedendo 28 milhões de unidades no ano passado.