Os setores não bancários da China, incluindo empresas e indivíduos, registraram entradas líquidas de capital transfronteiriço de US$ 40,7 bilhões em setembro, uma queda de 35% em relação a agosto, enquanto o comércio de bens continuava a gerar entradas substanciais, informou o regulador de câmbio do país na terça-feira.
As receitas e pagamentos transfronteiriços aumentaram 9% mês a mês, enquanto a liquidação e as vendas cambiais aumentaram 17%, segundo a Administração Estatal de Divisas (AED).
Os bancos liquidaram US$ 294,2 bilhões em câmbio e venderam US$ 238 bilhões em setembro. Nos primeiros nove meses, a liquidação totalizou quase US$ 2,38 trilhões, contra vendas de US$1,98 trilhão, segundo dados da AED.
Li Bin, vice-chefe e porta-voz da AED, disse que o mercado cambial da China permaneceu geralmente estável em meio à volatilidade contínua nos mercados financeiros internacionais. Os fluxos líquidos de entrada no comércio de bens permaneceram substanciais, enquanto o déficit de comércio de serviços foi relativamente estável, acrescentou.
A forte demanda por viagens ao exterior entre residentes chineses e por viagens à China entre visitantes estrangeiros manteve as receitas e gastos de viagem altos, disse Li.
O investimento direto no exterior de empresas chinesas aumentou, com o financiamento de empresas nacionais para afiliadas no exterior crescendo particularmente rapidamente, disse Li.
A tendência refletiu mudanças nas taxas de juros domésticas e internacionais e, de certa forma, o papel crescente do renminbi como moeda de financiamento, acrescentou.