A gigante brasileira de mineração Vale anunciou em 19 de outubro que participará da 9ª Exposição Internacional de Importações da China (CIIE, sigla em inglês), que será realizada em Shanghai de 5 a 10 de novembro.
No evento, a empresa apresentará seus produtos minerais, iniciativas de transformação inteligente e de baixo carbono na mineração, além de uma exposição de arte digital temática sobre a Amazônia, alinhada ao Ano Cultural China-Brasil.
A Vale marcou presença em todas as edições da CIIE, desde a primeira. Este ano, sob o tema "Iniciar uma Nova Jornada do 15º Plano Quinquenal e Moldar a Mineração do Futuro", a empresa apresentará sua visão de "mineração do futuro", que abrange operações inteligentes, minimização de interferências operacionais, zero resíduos de rocha e zero rejeitos, neutralidade de carbono, compartilhamento de valor e formação de talentos.
A companhia informou que está incorporando sistemas de otimização em tempo real, análise de vídeo, gêmeos digitais e outras aplicações de inteligência artificial nas operações. Em uma fábrica-piloto em Itabira, no estado de Minas Gerais, a inteligência artificial já é utilizada para elevar os níveis de segurança na produção e a eficiência operacional. Em 2025, a Vale investiu US$ 685 milhões em pesquisa, desenvolvimento e inovação.
Xie Xue, presidente da Vale na China, observou que este ano marca o início do 15º Plano Quinquenal da China e que, com o avanço acelerado da nova industrialização, a inteligência e a sustentabilidade continuarão a impulsionar o desenvolvimento de alta qualidade do setor manufatureiro. Ela disse que a empresa espera aproveitar a plataforma da CIIE para explorar oportunidades de cooperação na transformação do setor de mineração com parceiros chineses.
Este ano marca o Ano Cultural China-Brasil, e a Vale instalará em seu estande uma cabine de imersão audiovisual e uma exposição interativa de arte digital com tecnologia de realidade aumentada, apresentando obras de artistas brasileiros inspiradas na Amazônia. Segundo Xie, a empresa espera que essa expressão artística acrescente uma narrativa viva da Amazônia ao intercâmbio cultural entre os dois países, ajudando a ampliar a consciência pública sobre a proteção florestal e a preservação da natureza.
A CIIE, lançada em 2018 como a primeira exposição de nível nacional do mundo dedicada às importações, foi concebida para ampliar a abertura da China e transformar seu vasto mercado em uma oportunidade compartilhada para o mundo.
Os preparativos para a 9ª CIIE estão praticamente concluídos. Um total de 162 países, regiões e organizações internacionais participarão, com 4.142 empresas do exterior exibindo, informou o vice-ministro do Comércio da China, Yan Dong, em uma coletiva de imprensa.
A área total de exposição ultrapassará 440 mil metros quadrados pela primeira vez e o número de empresas da Fortune Global 500 e líderes do setor presentes no evento ultrapassará 300. Além disso, mais de 2 mil empresas estarão expondo na CIIE pela primeira vez.
A CIIE é um exemplo eminente dos esforços da China para expandir as importações e oferecer mais canais para que produtos de qualidade de todo o mundo entrem no mercado chinês. Esse compromisso continua sendo uma prioridade na agenda da China, e os resultados são tangíveis.
Conforme a Administração Geral das Alfândegas, as importações da China atingiram 16,7 trilhões de yuans (US$ 2,48 trilhões) nos primeiros nove meses deste ano, um aumento de 22,3%, o crescimento mais rápido desde 2021.