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China insta Japão a encarar a história, após a revelação de documentos sobre a inclusão de criminosos de guerra no Santuário Yasukuni

Fonte: Diário do Povo Online    16.10.2026 09h38

Os documentos provaram, mais uma vez, que o governo japonês tinha plena consciência da ignomínia que representava a inclusão de criminosos de guerra de "Classe A" no santuário e, temendo as consequências, manteve deliberadamente o processo de tomada de decisão em segredo, afirmou Mao Ning, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, na quinta-feira.

Mao fez essas declarações durante uma coletiva de imprensa regular, ao ser questionada sobre a revelação — feita pela primeira vez pela mídia japonesa — de atas de reuniões internas do Santuário Yasukuni. Os documentos expõem o processo de decisão que levou à inclusão de 14 criminosos de guerra de "Classe A", incluindo Hideki Tojo, no local.

Os registros mostram que o governo japonês articulou com o santuário a inclusão desses criminosos de guerra de "Classe A" ainda na década de 1960, mas optou por manter o público alheio ao fato até que a questão viesse à tona, em 1979.

Esses criminosos de guerra de "Classe A" foram os principais responsáveis pela guerra de agressão movida pelos militaristas japoneses, tendo em suas mãos o sangue de inúmeras vítimas, disse Mao. Ela acrescentou que o veredito solene do Tribunal de Tóquio os condenou à infâmia perpétua, defendendo, assim, a justiça internacional e estabelecendo a base jurídica para a ordem internacional do pós-guerra.

"No entanto, aqueles que conduzem o governo japonês têm, repetidamente, prestado homenagens ao que é, na verdade, um santuário dedicado a criminosos de guerra. É preciso perguntar: onde foi parar a sua consciência?", questionou.

"A história não pode ser reescrita. A verdade não pode ser apagada. O Japão cometeu crimes inegáveis durante sua agressão militarista. Aqueles que estão à frente do governo japonês precisam encarar a história de frente, refletir sobre os crimes de guerra e romper, de forma genuína, com seu passado militarista", concluiu.

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