Presidente brasileiro pede que crise no Supremo Tribunal Federal não interfira no processo eleitoral

Fonte: Xinhua    17.09.2026 13h23

O presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva declarou na quarta-feira que o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, deve tomar medidas para evitar que a crise interna da Corte interfira nas eleições gerais, cujo primeiro turno está marcado para 4 de outubro, com um possível segundo turno em 25 de outubro.

O presidente afirmou que a sociedade brasileira não pode continuar presenciando uma sucessão diária de acusações sem que as investigações sobre a crise que assola a mais alta Corte do país sejam concluídas.

Para Lula, é essencial esclarecer as acusações trocadas entre os ministros do STF nos últimos dias para preservar a credibilidade da instituição.

"A Suprema Corte não pode ter a sua vida manchada. Ela é a instância máxima de poder nesse país. Quando ela toma uma decisão, ninguém pode mudá-la", afirmou.

"Ninguém está acima da lei, nem eu, nem Fachin, nem nenhum ministro do STF", enfatizou. Lula defendeu o devido processo legal e a investigação minuciosa de quaisquer irregularidades, concluindo que é importante investigar e garantir o direito das pessoas à defesa.

As declarações do presidente ocorreram apenas um dia após uma tensa sessão plenária em que os membros do STF debateram a abertura de um inquérito formal sobre as alegadas irregularidades ligadas ao ministro Alexandre de Moraes.

Os trabalhos foram temporariamente suspensos após o ministro Flávio Dino pedir vista, o que impediu o tribunal de examinar o mérito da causa.

(Web editor: 张荣, Renato Lu)
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