Brasil e EUA se preparam para nova rodada de negociações presenciais sobre aumento de tarifas no final de setembro

Fonte: Xinhua    15.09.2026 15h17

Brasil e Estados Unidos se preparam para uma nova rodada de negociações presenciais sobre as tarifas impostas por Washington a produtos brasileiros, prevista para o final de setembro, em uma nova tentativa de chegar a uma solução para a disputa comercial bilateral, informaram fontes oficiais nesta segunda-feira.

O ministro brasileiro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, confirmou na segunda-feira que está prevista uma reunião presencial com o representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, à margem da reunião ministerial do G20, que será realizada entre 30 de setembro e 1º de outubro nos Estados Unidos.

A conversa está aberta e o Brasil está disposto a negociar, disse o ministro à imprensa sobre a reunião presencial. Rosa enfatizou que o governo brasileiro mantém uma postura de diálogo, mas não abrirá mão de seu compromisso em defender os interesses de suas empresas e trabalhadores.

A nova rodada de negociações ocorre após a retomada do diálogo entre os dois governos, na sequência da ligação telefônica em agosto entre o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente dos EUA, Donald Trump.

Sempre que um país impõe uma tarifa injustificável a outro, o sistema multilateral é completamente rompido, declarou Elias Rosa a jornalistas. O ministro afirmou que as medidas norte-americanas não afetam apenas o Brasil, mas também colocam em xeque as regras que regem o comércio internacional há décadas.

O Brasil é um país que acredita no multilateralismo, no diálogo e na negociação, e não abandonará esses princípios, afirmou.

Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, as novas medidas dos EUA afetam, em diferentes graus, 23,1% das exportações brasileiras para os Estados Unidos.

As exportações brasileiras para os Estados Unidos totalizaram US$ 17,4 bilhões no primeiro semestre de 2026, 13% a menos que no mesmo período do ano anterior. A participação dos EUA nas exportações brasileiras caiu de 12,1% para 9,4%.

(Web editor: 张荣, Renato Lu)
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