O ministro das Relações Exteriores chinês, Wang Yi, e o ministro das Relações Exteriores russo, Sergey Lavrov, concordaram na terça-feira em avançar conjuntamente no desenvolvimento das relações bilaterais e na cooperação em vários campos.
Eles fizeram as declarações durante a visita oficial de Wang à Rússia, onde ele manteve conversas com Lavrov.
Wang, também membro do Birô Político do Comitê Central do Partido Comunista da China, disse que o presidente chinês, Xi Jinping, e o presidente russo, Vladimir Putin, realizaram duas vezes comunicações estratégicas neste ano até agora, orientando o progresso constante das relações bilaterais em meio a grandes mudanças nunca vistas em um século e fazendo novas implantações importantes para aprofundar a coordenação estratégica abrangente entre os dois países.
A China está disposta a trabalhar com a Rússia para implementar o consenso alcançado pelos dois chefes de Estado, avançar conjuntamente no desenvolvimento das relações bilaterais e na cooperação em vários campos e continuar a beneficiar os dois povos, disse Wang.
Ele observou que este ano marca o 80º aniversário das vitórias da Guerra de Resistência do Povo Chinês contra a Agressão Japonesa, da Grande Guerra Patriótica da União Soviética e da Guerra Antifascista Mundial, assim como o 80º aniversário da fundação das Nações Unidas (ONU).
A China está disposta a trabalhar com a Rússia para assumir as responsabilidades especiais como membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU para salvaguardar os resultados da Segunda Guerra Mundial, bem como a equidade e a justiça internacionais, de acordo com Wang.
A China também está pronta para trabalhar com a Rússia para promover um mundo multipolar e uma maior democracia nas relações internacionais, de modo a fazer novas contribuições para a causa da paz e do desenvolvimento, acrescentou.
Wang expressou sua confiança de que, sob a orientação estratégica dos dois chefes de Estado, a parceria de coordenação estratégica abrangente China-Rússia para uma nova era ganhará novo impulso e atingirá um novo estágio.
Por sua parte, Lavrov disse que Putin e Xi injetaram um forte ímpeto na coordenação estratégica bilateral, guiando as relações bilaterais a um nível sem precendentes.
A Rússia e a China compartilham uma longa tradição de boa vizinhança e amizade, uma longa fronteira e amplos interesses comuns, destacou Lavrov, acrescentando que a Rússia está disposta a trabalhar com a China conforme os princípios orientadores estabelecidos pelos dois chefes de Estado para alcançar novos resultados nas relações bilaterais.
Lavrov observou que, diante do complexo cenário internacional, a Rússia e a China mantiveram uma estreita coordenação para injetar estabilidade no mundo.
Segundo ele, a Rússia aprecia muito as iniciativas globais propostas pela China, apoia plenamente a posição da China sobre a questão de Taiwan e está disposta a defender conjuntamente os objetivos e princípios da Carta da ONU, além de salvaguardar uma ordem internacional justa e equitativa.
Os dois lados concordaram em fortalecer a coordenação entre os dois Ministérios das Relações Exteriores e se preparar para intercâmbios de todos os níveis durante o ano, aprofundar a cooperação prática em vários campos e consolidar a base material das relações bilaterais.
Eles se comprometeram a tornar os Anos de Cultura China-Rússia um sucesso, enriquecer os intercâmbios culturais e aumentar a amizade entre os dois povos.
Eles também concordaram em melhorar a coordenação dentro de estruturas como a Organização de Cooperação de Shanghai, o BRICS, o G20 e a ONU para proteger em conjunto os direitos e interesses legítimos dos países do Sul Global.
Os dois lados também trocaram opiniões sobre a crise da Ucrânia. Lavrov afirmou que a Rússia busca eliminar as causas fundamentais da crise e está comprometida com a construção de uma arquitetura de segurança duradoura para a Eurásia.
Wang reiterou a posição consistente da China e expressou apoio a todos os esforços de paz, ressaltando que a China está disposta a continuar a gerar mais consensos internacionais por meio do Grupo de Amigos pela Paz e a desempenhar um papel construtivo na promoção de uma solução política para a crise.
Os dois lados também coordenaram suas posições sobre a atual situação internacional, particularmente os desenvolvimentos na região da Ásia-Pacífico.