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Ministério critica interferência grosseira dos EUA nos assuntos da região autônoma de Xizang

Fonte: Diário do Povo Online    02.04.2025 10h32

Porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Guo Jiakun. [Foto/fmprc.gov.cn]

A China pediu aos Estados Unidos na terça-feira que parassem de interferir em seus assuntos internos, sob o pretexto de questões relacionadas a Xizang, dizendo que tomará as medidas necessárias para "combater resoluta e reciprocamente os atos ilícitos dos EUA".

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, emitiu uma declaração no site do Departamento de Estado na segunda-feira, anunciando restrições de visto para algumas autoridades chinesas sobre o acesso à região autônoma de Xizang, no sudoeste da China.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Guo Jiakun, respondeu na terça-feira que a ação dos EUA consiste numa interferência grosseira nos assuntos relativos a Xizang, que são assuntos internos da China, e que a ação é uma violação grave do direito internacional e das normas básicas que regem as relações internacionais.

"A China deplora fortemente e rejeita firmemente o sucedido", disse ele em uma entrevista coletiva regular em Beijing.

Guo enfatizou que Xizang é aberta e que nenhuma regulamentação foi implementada para restringir a entrada de estrangeiros na região.

Ele citou o fato de que Xizang recebe um grande número de turistas estrangeiros e pessoas de todas as esferas da sociedade anualmente, e que a região apurou um total de 320.000 turistas estrangeiros em 2024.

Considerando as condições geográficas e climáticas especiais de Xizang, entre outros fatores, o governo chinês tomou algumas medidas regulatórias e de proteção, de acordo com as leis e regulamentos relativos à entrada de estrangeiros na região, disse o porta-voz, acrescentando que isso é completamente justificável.

A China dá as boas-vindas aos estrangeiros que pretendam visitar, viajar e fazer negócios em Xizang, mas avisa que "devem cumprir as leis e regulamentações relevantes da China", disse Guo.

"Nós nos opomos à calúnia infundada do status quo dos direitos humanos, religião e desenvolvimento cultural em Xizang, e nos opomos à interferência e práticas de sabotagem de autoridades estrangeiras em nome do desempenho de suas funções na região", disse.

"A China pede aos EUA que honrem rigorosamente seus compromissos em questões relacionadas a Xizang, parem de encorajar e apoiar as forças de 'independência do Tibete' e cessem de interferir nos assuntos internos da China sob o pretexto de questões relacionadas a Xizang", afirmou.

"A China tomará as medidas necessárias para combater firme e reciprocamente os atos ilícitos dos EUA", concluiu.

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