O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Carlos França, se reuniu de forma virtual com o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom, informou o Palácio do Itamaraty, a chancelaria brasileira.
Segundo o Itamaraty, ambos concordaram em seguir trabalhando juntos em colaboração com a OMS, para reforçar as capacidades nacional para enfrentar a COVID-19.
França e Adhanom "discutiram a oportunidade do Brasil participar dos esforços da OMS para aumentar a capacidade de produção de vacinas, inclusive mediante a participação em iniciativas de difusão de tecnologias avançadas", ressaltou a nota do Itamaraty.
O diretor- geral da OMS felicitou o Brasil "pelo número crescente de vacinados apesar da escassez global de imunizantes" e disse que trabalha para acelerar o cronograma de entregas das vacinas do consórcio COVAX Facility, um esforço internacional coordenado pela entidade.
Participaram da reunião a diretora-geral da Organização Pan-americana da Saúde (OPAS), Socorro Gross; a diretora de Acesso aos Medicamentos da OMS, Mariángela Simao; o coordenador de ACT (Access to COVID-19 Tools), Bruce Aylward; e a embaixadora do Brasil perante as Nações Unidas em Genebra, Maria Luísa Escorel.
A reunião entre França e as autoridades da OMS representa um gesto de aproximação do novo chanceler brasileiro, que assumiu o cargo há duas semanas se comprometendo a praticar "uma verdadeira diplomacia da saúde" para conseguir vacinas e os medicamentos necessários para enfrentar a pandemia.
Seu antecessor, Ernesto Araújo, renunciou no final de março após fortes críticas de partidos aliados ao governo, que o acusaram de levar adiante uma política externa que criava obstáculos para a chegada ao país de insumos e vacinas contra a COVID-19.
O Brasil atravessa o pior momento da pandemia, com mais de 14 milhões de casos confirmados e 381.475 mortos pelo vírus, segundo os últimos dados divulgados pelo Ministério da Saúde.