O governo brasileiro apresentou nesta segunda-feira as metas para a mineração durante os próximos anos e avisou que pretende explorar os recursos existentes nas terras indígenas, algo proibido atualmente pela legislação.
O presidente Jair Bolsonaro e o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, participaram do lançamento do Programa de Mineração e Desenvolvimento (PMD), que define a agenda do governo para a mineração entre 2020 e 2023, incluindo 110 metas em questões como economia mineral, sustentabilidade ambiental, conhecimento geológico, aproveitamento mineral em novas áreas, investimentos e financiamento para o setor.
Segundo o secretário de Geologia, Mineração e Transformação Mineral do ministério, Alexandre Vidigal, "trataremos do avanço da mineração em novas áreas. Um grande desafio que já começamos a trabalhar é a mineração em terras indígenas, um direito constitucional que chegou a hora de enfrentar com seriedade".
A exploração de minério em terras indígenas é uma das bandeiras do governo Bolsonaro, embora enfrente duras críticas por parte de ambientalistas e representantes da sociedade civil, que consideram que a exploração pode afetar as comunidades indígenas e o meio ambiente.
Para Vidigal, "o plano do governo federal tem compromissos com questões socioeconômicas e ambientais, ou seja, com a sustentabilidade".
Por sua vez, o presidente Bolsonaro destacou o potencial da mineração brasileira, ressaltando o nióbio e o grafeno, que segundo ele, "permitirão revolucionar a indústria automobilística mundial".
Para o ministro Bento Albuquerque, "a mineração é essencial e imprescindível para o país e para o mundo. É uma das grandes forças da economia brasileira, importante vetor de progresso e sinônimo de seu desenvolvimento para a promoção do bem estar de todos". Segundo ele, até 2024, são esperados investimentos de US$ 37 bilhões no setor.