Projeto de lei dos EUA sobre Xinjiang é alvo de condenação de diversos países

Fonte: Diário do Povo Online    09.12.2019 09h37

Países estrangeiros e especialistas uniram esforços para condenar a passagem do “Projeto de Lei dos Direitos Humanos dos Uigures 2019” pela Casa dos Representantes dos EUA, que ocorreu apesar da forte oposição da China.

Eles corroboram que tal ação dos EUA interfere com os assuntos internos da China, difama as condições de direitos humanos em Xinjiang, compromete os esforços da China contra o terrorismo e extremismo e expõe os padrões duplos dos EUA no combate ao terrorismo.

O ministro das Relações Exteriores da Síria expressou sua condenação em um comunicado, no qual afirma que a aprovação do projeto de lei viola a lei internacional e interfere nos assuntos internos da China.

O governo chinês está comprometido com o combate ao terrorismo, extremismo e separatismo, e tem contribuído para a causa anti-terrorista internacional, segundo o Ministério das Relações Exteriores da Síria, acrescentando que a China tem o direito de assegurar a sua soberania, integridade territorial e segurança nacional.

A chancelaria iraniana disse também em um comunicado que a interferência nos assuntos internos de um estado soberano é um hábito dos EUA, um país com um legado de extermínio de nativos, esclavagismo de africanos, e responsável por mortes inocentes no Afeganistão, Iraque, Síria, Líbia, Yemen, entre outros.

Os EUA não estão qualificados para comentar sobre direitos humanos ou outras questões raciais, bem como nos assuntos étnicos de outros países, lia-se no comunicado.

Sonia Bressler, uma especialista francesa em assuntos da China, visitou Xinjiang por várias vezes. Na sua opinião, Xinjiang é um local onde vários grupos étnicos vivem harmoniosamente em conjunto.

Ela afirma que a passagem do projeto de lei espelha a visão hegemônica estadunidense, fazendo uso do argumento dos “direitos humanos” para escamotear ou influenciar a opinião pública.

Ezzat Saad, diretor do Conselho Egípcio de Relações Exteriores, prestou uma visita há dois anos a Urumqi, a capital da Região Autônoma de Xinjiang. Ele afirma que o desenvolvimento econômico local e o progresso social estão relacionados com as suas medidas anti-terroristas e anti-extremismo.

Nenhum país tem o direito de interferir com os assuntos de Xinjiang, os quais são do foro interno da China, asseverou, acrescentando que o uso do pretexto dos “direitos humanos” por parte dos EUA para interferir nos assuntos internos da China é “chantagem”.

Bambang Suryono, um acadêmico indonésio e presidente do think tank Nanyang ASEAN Foundation, disse que o projeto de lei ignora os fatos e confunde o certo com o errado, sendo um exemplo claro de comportamento hegemônico e intervencionista.

As políticas implementadas pelo governo chinês têm por foco a estabilidade de longo prazo e o desenvolvimento de Xinjiang, garantingo inspiração para outros países, disse Suryono.

(Web editor: Renato Lu, editor)

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