
Conferência Global de Parceiros dos Pandas 2026 é inaugurada em Chengdu, na província de Sichuan, no sudoeste da China, em 3 de novembro de 2026. (Xu Bingjie/Xinhua)
O fórum principal da Conferência Global de Parceiros dos Pandas 2026 foi inaugurado na terça-feira, na província de Sichuan, no sudoeste da China, conhecida como a “terra natal dos pandas-gigantes”. O evento reuniu especialistas e acadêmicos de mais de 30 países e regiões.
Com o tema “Proteger os habitats dos pandas-gigantes, construir um mundo mais belo e compartilhar oportunidades de abertura”, o evento, realizado em Chengdu, capital da província, reuniu convidados de diversas partes do mundo para discutir a conservação da biodiversidade e a cooperação em desenvolvimento verde.
Durante o fórum principal, também foi lançado um relatório de um centro de estudos dedicado à trajetória de desenvolvimento verde da China.
Em seu discurso, Shi Xiaolin, governadora da província, afirmou que Sichuan desempenha um papel fundamental na conservação dos recursos hídricos no alto curso do rio Yangtze, constitui uma importante área de abastecimento hídrico no alto curso do rio Amarelo e é uma região de importância global para a conservação da biodiversidade.
A governadora acrescentou que a província está firmemente comprometida com um modelo de desenvolvimento que prioriza a proteção ecológica e promove o crescimento verde.
Lyu Yansong, editor-chefe da Agência de Notícias Xinhua, afirmou que os pandas-gigantes são um tesouro nacional da China e um patrimônio compartilhado por toda a humanidade. Segundo ele, a Conferência Global de Parceiros dos Pandas busca se tornar um importante elo para reunir a sabedoria mundial e promover a proteção conjunta do planeta, ampliando continuamente a rede de parceiros internacionais dos pandas.
De acordo com Li Yunqing, vice-diretor da Administração Nacional de Florestas e Pastagens, a população de pandas-gigantes em cativeiro na China chegou a 830, enquanto a diversidade genética da população continua melhorando.
O representante destacou que este ano marca o 30º aniversário da cooperação internacional em pesquisas científicas sobre os pandas-gigantes. Nesse período, a China estabeleceu parcerias com 26 instituições de 20 países. Atualmente, 69 pandas-gigantes vivem no exterior e 73 filhotes nasceram por meio desses programas de cooperação. A espécie já atraiu mais de 1 bilhão de visitas em todo o mundo.
Shahbaz Khan, diretor do Escritório Regional da UNESCO para o Leste Asiático, afirmou que os pandas-gigantes despertam carinho entre pessoas de diferentes culturas, idiomas e gerações. Segundo ele, proteger esse animal extraordinário significa também cuidar dos ecossistemas que sustentam inúmeras outras espécies e contribuem para o bem-estar humano.
O diretor destacou que a criação do Parque Nacional do Panda-Gigante pela China, em 2021, estabeleceu uma importante estrutura de conservação que abrange as províncias de Sichuan, Shaanxi e Gansu. Os trabalhos de recuperação de habitats, reconexão de corredores ecológicos e fortalecimento da gestão coordenada oferecem experiências valiosas para a proteção de ecossistemas que ultrapassam fronteiras administrativas.
“A UNESCO espera dar continuidade ao diálogo com parceiros chineses e internacionais para proteger o patrimônio natural”, afirmou.
Realizada de segunda a quarta-feira, a conferência inclui um fórum principal, diversas sessões paralelas e outras atividades complementares, com foco na cooperação internacional para a conservação dos pandas-gigantes, no turismo cultural e em outros temas.
Esta é a terceira edição da conferência. A primeira foi realizada em novembro de 2024, em Chengdu, com o tema “Coexistência harmoniosa entre o ser humano e a natureza”.
O evento deste ano é organizado conjuntamente pelo Escritório de Trabalho de Marcas da Agência de Notícias Xinhua, pela filial de Sichuan da agência, por seu Centro de Notícias e Informações, pela Associação Chinesa de Conservação da Vida Selvagem, pelo Centro Chinês de Pesquisa e Conservação do Panda-Gigante e pelo Grupo de Mídia de Chengdu.
Sichuan abriga a maior área de habitat de pandas-gigantes do mundo e concentra mais de 70% da população selvagem da espécie na China.
A conservação dos pandas-gigantes representa um exemplo dos esforços da China para promover a construção de uma civilização ecológica. Graças às iniciativas contínuas de proteção, a União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN) rebaixou, em 2016, a classificação do panda-gigante de espécie ameaçada de extinção para espécie vulnerável.

Exemplares do relatório sobre a trajetória de desenvolvimento verde da China, lançado durante o fórum principal da Conferência Global de Parceiros dos Pandas 2026, em Chengdu, na província de Sichuan, no sudoeste da China. (Wang Xi/Xinhua)

Integrantes de um grupo coral apresentam a música-tema “We Are Pandas”, acompanhados pelo mascote do evento, durante a Conferência Global de Parceiros dos Pandas 2026, em Chengdu, na província de Sichuan, no sudoeste da China, em 3 de novembro de 2026. (Xinhua)

Participantes acompanham a Conferência Global de Parceiros dos Pandas 2026, em Chengdu, na província de Sichuan, no sudoeste da China, em 3 de novembro de 2026. (Xinhua)

Convidados fazem a leitura do documento “Consenso sobre Desenvolvimento Verde dos Parceiros Globais dos Pandas 2026”, durante a Conferência Global de Parceiros dos Pandas 2026, em Chengdu, na província de Sichuan, no sudoeste da China, em 3 de novembro de 2026. (Xinhua)

Integrantes de um grupo coral apresentam a música-tema “We Are Pandas”, acompanhados pelo mascote do evento, durante a Conferência Global de Parceiros dos Pandas 2026, em Chengdu, na província de Sichuan, no sudoeste da China, em 3 de novembro de 2026. (Xinhua)