
Voluntários para a 9ª edição da Exposição Internacional de Importação da China participaram de uma cerimônia de juramento no Centro de Exposições de Shanghai, na quarta-feira, dando início oficial às suas atividades. O evento, com duração de seis dias, terá início no dia 5 de novembro. (Foto: Liu Ying/Xinhua)
Reconhecendo o papel desempenhado pela Exposição Internacional de Importação da China (CIIE, na sigla em inglês) na introdução de inovações globais no país e no aprofundamento da cooperação com diversos parceiros, várias empresas multinacionais, que participaram de todas as edições anteriores do evento, preparam-se para marcar presença mais uma vez.
Os participantes destacaram que a inovação, muitas vezes, começa com a troca de experiências. A CIIE, cuja nona edição tem abertura prevista para o dia 5 de novembro em Shanghai, reunirá autoridades governamentais, líderes do setor, instituições de pesquisa, empreendedores e empresas de todo o mundo, estimulando novas ideias em inovação e cooperação.
A Siemens Healthineers, empresa de origem alemã, apresentará em seu estande exemplos práticos de sua colaboração com o setor de saúde da China. Nas edições anteriores da CIIE, a companhia exibiu mais de 200 produtos; 85% deles foram aprovados para o mercado chinês, e 60% já entraram em produção local.
"Por meio da edição deste ano, a principal mensagem que queremos transmitir é a de uma localização mais profunda e uma inovação colaborativa mais aberta", afirmou Li Wei, vice-presidente da Siemens Healthineers na China. Ela acrescentou que, com seis bases de produção e de pesquisa e desenvolvimento, além de dois centros de inovação aberta no país, a empresa busca auxiliar as instituições médicas chinesas a aprimorar suas capacidades de diagnóstico, eficiência operacional e a acessibilidade a serviços de saúde de qualidade.
Para Bill Anderson, presidente do conselho de administração da empresa alemã de ciências da vida Bayer AG, a razão pela qual a Bayer retorna ao evento ano após ano é simples: a CIIE tornou-se uma plataforma inspiradora de intercâmbio, na qual os parceiros ouvem uns aos outros, aprendem uns com os outros e colaboram entre si.
"Na CIIE, sentamo-nos com parceiros chineses para explorar como podemos inovar juntos. O melhor de tudo é que as conversas não terminam após os seis dias da feira. Elas frequentemente evoluem para parcerias, investimentos e programas de inovação, nos quais a ciência global e o conhecimento local se unem", afirmou Anderson, acrescentando que a empresa apresentará cerca de 30 inovações na edição deste ano.
A Novartis, empresa do setor de saúde sediada na Suíça, vê a CIIE como uma janela pela qual a China se abre para o mundo, além de uma plataforma aberta que reúne inovações globais e conecta a China ao restante do planeta. Nesta edição, a empresa apresentará de forma abrangente sua estratégia aprimorada na China, destacando o fortalecimento de sua colaboração com parceiros externos.
Em conjunto com seus parceiros, a Novartis também exibirá conceitos de soluções de transporte de baixa altitude, evidenciando o potencial de integrar a indústria biofarmacêutica à chamada "economia de baixa altitude".
Para algumas delegações econômicas e comerciais estrangeiras, a CIIE funciona como uma plataforma para consolidar ainda mais a posição da China como parceira comercial, utilizando Shanghai como um ponto de conexão com o mercado da Ásia-Pacífico.
O estado de Mato Grosso, principal região produtora de commodities agrícolas e pecuárias do Brasil, está aproveitando a CIIE para expandir sua força tradicional em produtos como soja, milho e carne bovina, incluindo agora outras categorias, a exemplo de grãos especiais e gergelim.
"Com a abertura de um escritório em Shanghai, em novembro passado, voltado à promoção dos produtos do estado e à facilitação de investimentos, esperamos não apenas levar mais produtos de alta qualidade aos consumidores chineses, mas também utilizar Shanghai como um polo para atrair empresas chinesas interessadas em oportunidades nos setores de processamento, logística e em outras áreas comerciais e econômicas", explicou Ariana Guedes de Oliveira, diretora de assuntos internacionais da Invest in Mato Grosso.
A delegação de Mato Grosso, composta por 70 integrantes, abrange setores como turismo, comunicações e saúde, refletindo o interesse do estado em estabelecer uma cooperação econômica mais ampla com o mercado chinês.