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Moda inspirada pela cultura chinesa conquista mercados internacionais

Fonte: Diário do Povo Online    05.11.2026 14h42

O comércio exterior de vestuário da China apresentou resultados expressivos neste ano. Peças da moda chinesa contemporânea, que incorporam elementos da estética oriental, vêm ganhando popularidade rapidamente nos mercados internacionais. Dos pedidos em alta na Feira de Cantão à produção flexível e ao fornecimento rápido pelas fábricas, a indústria chinesa de vestuário está acelerando sua expansão global, apoiada no design original e em sua forte capacidade produtiva.

Dados da Administração Geral das Alfândegas da China mostram que, nos três primeiros trimestres deste ano, as exportações chinesas de vestuário alcançaram US$ 120,7 bilhões — um crescimento de 4,8% em relação ao mesmo período do ano passado. Em setembro, as exportações registraram um acréscimo de 23,9% na comparação anual, mantendo um ritmo acelerado de crescimento pelo quarto mês consecutivo.

Na 140ª edição da Feira de Cantão, diversas empresas apresentaram novos produtos da moda chinesa que incorporam técnicas tradicionais reconhecidas como patrimônio cultural imaterial, como o brocado Guangjin e o brocado Shu. As peças atraíram grande número de compradores estrangeiros, que pararam para conhecer os produtos e fizeram pedidos no próprio local. Um comprador venezuelano elogiou a qualidade dos produtos, demonstrando satisfação tanto com as tendências de design quanto com os custos.

Diversos modelos originais, que reinventam padrões tradicionais, também despertaram grande interesse de potenciais parceiros internacionais.

Além da Feira de Cantão, muitos compradores estrangeiros têm viajado especialmente à China para selecionar produtos diretamente nos principais centros de fornecimento de vestuário. Nanyou, no distrito de Nanshan, em Shenzhen, um importante polo de distribuição de roupas femininas de estilo chinês contemporâneo, tem recebido um grande número de compradores internacionais.

Alguns clientes estrangeiros chegaram a comprar todo o estoque em algumas lojas, pagando integralmente e realizando pedidos individuais de até 580 mil yuans.

Peças com características orientais marcantes, como as que apresentam bordados artesanais, estão entre as mais procuradas. Em média, os clientes retornam para fazer novos pedidos e reabastecer seus estoques a cada quinze dias.

Cada vez mais compradores internacionais estão deixando de lado as aquisições on-line e viajando pessoalmente à China para inspecionar os produtos e escolher os modelos. Algumas peças, depois de se tornarem populares em transmissões ao vivo de vendas experimentais, despertaram tanto interesse que compradores estrangeiros passaram a fazer pedidos com pagamento integral antecipado e a disputar direitos exclusivos de comercialização em determinadas regiões.

Segundo profissionais do setor, a principal vantagem competitiva das exportações chinesas de vestuário está cada vez mais no design próprio. O valor agregado dos produtos aumentou dezenas de vezes em comparação com o antigo modelo de produção terceirizada tradicional.

Por trás dessa competitividade no design está a transformação digital da indústria manufatureira. No distrito de Yudu, na cidade de Ganzhou, província de Jiangxi, estão concentradas mais de 3.800 empresas têxteis e de vestuário. Com o apoio de linhas de produção digitalizadas e flexíveis, as empresas adotam um modelo de exportação baseado em pequenos pedidos e reposição rápida, permitindo que os clientes façam encomendas experimentais em pequenas quantidades e ampliem os pedidos posteriormente.

As linhas de produção podem alternar com flexibilidade entre diferentes modelos, com quantidades mínimas de encomenda reduzidas e capacidade de responder rapidamente às demandas de personalização dos clientes estrangeiros.

Um comprador britânico que visitou a região ficou impressionado com a dimensão da indústria local e iniciou negociações comerciais ainda durante a visita. Enquanto atendem à produção de grandes encomendas de roupas para o outono e inverno destinadas aos mercados europeu e americano, as empresas locais também desenvolvem novas coleções para a primavera e o verão.

Segundo dados da Federação Chinesa da Indústria Têxtil, em 2025, a taxa de digitalização dos equipamentos do setor têxtil e de vestuário da China chegou a 57,4%, enquanto a taxa de conexão dos equipamentos à internet atingiu 51,8%. A expansão da manufatura inteligente continua impulsionando a presença internacional das marcas e dos produtos de vestuário chineses.

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