
Yin Yuzhen participa de uma cerimônia em homenagem às "100 Mulheres Heroínas nos Sistemas Agroalimentares e Desenvolvimento Rural" da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), em Roma, Itália, no dia 15 de outubro de 2026. (Foto: Wang Kaiyan/Xinhua)
A pioneira chinesa no combate à desertificação, Yin Yuzhen, foi incluída na lista de "100 Mulheres Heroínas nos Sistemas Agroalimentares e Desenvolvimento Rural" da FAO, uma iniciativa global de reconhecimento lançada pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO, na sigla em inglês).
As homenageadas foram celebradas numa cerimônia realizada na quinta-feira (15), na sede da FAO em Roma, como parte do Fórum Mundial da Alimentação deste ano.
Yin dedicou mais de quatro décadas ao combate à desertificação na região arenosa de Maowusu, na Região Autônoma da Mongólia Interior, no norte da China. Após décadas de plantio persistente de árvores, ela e sua família transformaram trechos de uma paisagem antes estéril numa vasta área verde, superando condições adversas e areias movediças.
Sua história também deu origem a uma amizade duradoura com o professor norte-americano aposentado Ronald Sakolsky, que, décadas atrás, arrecadou 5.000 dólares para apoiar seu trabalho de reflorestamento.
Yin disse que o reconhecimento fortaleceu sua determinação em continuar seu trabalho. "Como um cavalo mongol, seguirei em frente com perseverança e determinação, realizando bem o meu trabalho e retribuindo à natureza", afirmou ela, segundo noticiou a Xinhua.

A pioneira chinesa no combate à desertificação, Yin Yuzhen (2ª à esquerda, na frente), participa de uma cerimônia em Roma, na Itália, em 15 de outubro de 2026. (Foto: Li Jing/Xinhua)
Sentado na plateia, Sakolsky ficou com os olhos marejados enquanto aplaudia a conquista de Yin. "Yin merece tudo o que recebe. Ela é uma heroína", disse ele à Xinhua.
Durante a cerimônia, o diretor-geral da FAO, Qu Dongyu, destacou o papel das mulheres agricultoras. Ele afirmou que as mulheres são uma força motriz nos sistemas agroalimentares, desempenhando um papel indispensável na segurança alimentar, na gestão de recursos naturais, no desenvolvimento rural e na resiliência das comunidades.
Em seguida, Qu convidou Sakolsky a se juntar a Yin no palco. Os dois amigos se abraçaram novamente e ergueram um troféu juntos. Qu observou que, embora Sakolsky não estivesse entre as "mulheres heroínas", sua "paixão" e "solidariedade" mereciam ser reconhecidas.
Sakolsky expressou sua gratidão, declarando-se profundamente comovido com a notável conquista de Yin. Ele incentivou todos a plantarem uma árvore e a trabalharem em conjunto para fazer a diferença no meio ambiente.

O diretor-geral da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), Qu Dongyu (à esquerda), entrega o prêmio à presidente da Cooperativa Profissional de Maquinário Agrícola Fengrui, Dong Minfang durante a cerimônia das "100 Mulheres Heroínas nos Sistemas Agroalimentares e Desenvolvimento Rural", em Roma, Itália, em 15 de outubro de 2026. (Foto: Wang Kaiyan/Xinhua)
Lançada pela FAO por ocasião do Ano Internacional da Mulher Agricultora (2026), a iniciativa global homenageia 100 mulheres por suas contribuições excepcionais à agricultura, aos sistemas alimentares e ao desenvolvimento rural.
A FAO informou ter recebido 609 indicações provenientes de 131 países-membros. O processo de seleção incluiu uma análise de elegibilidade, uma avaliação e classificação pela alta administração, além de duas rodadas de deliberações.
Além de Yin, Yu Jinxiu e Dong Minfang também figuraram entre as "100 Mulheres Heroínas" da FAO. Yu é terapeuta de moxabustão, originária do condado de Qichun, na província de Hubei, no centro da China, e Dong é presidente da Cooperativa Profissional de Maquinário Agrícola Fengrui, no condado de Yueyang, na província de Hunan, no centro da China. Elas dedicaram anos a compartilhar seus conhecimentos, ajudando milhares de pessoas a conquistar empregos e abrir seus próprios negócios, o que elevou a renda dos moradores de áreas rurais.
As Nações Unidas designaram 2026 como o Ano Internacional da Mulher Agricultora, com o objetivo de destacar a contribuição feminina para os sistemas agroalimentares e promover políticas e investimentos que facilitem o acesso dessas mulheres a recursos financeiros, conhecimento e serviços.

O diretor-geral da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), Qu Dongyu (à esquerda), entrega o prêmio à terapeuta de moxabustão, Yu Jinxiu durante uma cerimônia dedicada às "100 Mulheres Heroínas nos Sistemas Agroalimentares e no Desenvolvimento Rural" da FAO, realizada em Roma, na Itália, em 15 de outubro de 2026. (Foto: Wang Kaiyan/Xinhua)