Tanto a China quanto os países nórdicos prestam alta atenção ao desenvolvimento e à governança da inteligência artificial (IA), e as duas partes concordaram em fortalecer o diálogo sobre a governança global de IA e explorar regras de governança coletiva, disse Mao Ning, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, nesta terça-feira.
Mao fez essas declarações em uma coletiva de imprensa regular quando questionada sobre a visita do ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, à Dinamarca, Suécia, Finlândia e Noruega, entre 2 e 7 de julho.
"Os quatro países são potências em inovação científica e tecnológica. A China incentiva as empresas de ambos os lados a aproveitarem suas respectivas vantagens e reunirem forças para a coordenação, a fim de proporcionar mais benefícios aos nossos povos por meio dos resultados da inovação", indicou Mao, acrescentando que os quatro países apreciaram os princípios apresentados pela China, nomeadamente a abordagem centrada nas pessoas, IA para o bem, equidade, inclusão e governança colaborativa.
Durante a viagem, Wang realizou conversações com seus homólogos e teve amigáveis intercâmbios com os líderes dos quatro países. Os dois lados concordaram em levar adiante a amizade tradicional, manter os intercâmbios de alto nível, intensificar a comunicação estratégica, ampliar a cooperação abrangente e buscar um novo desenvolvimento das relações bilaterais, de acordo com Mao.
Wang acolheu as empresas dos quatro países a entrarem no "ginásio" do mercado chinês para se fortalecerem e participarem das oportunidades oferecidas pelo mega-mercado da China, pelas cadeias industriais completas e pelos diversificados cenários de aplicação. Os quatro países deram boas-vindas aos diálogos econômicos e comerciais mais construtivos entre a China e a Europa, e apoiaram os esforços para lidar adequadamente com os atritos econômicos e comerciais, buscando soluções mutuamente benéficas e alcançando resultados substanciais, observou Wang.
Os quatro países concordaram em trabalhar com a China para fortalecer a comunicação e a colaboração multilaterais, salvaguardar a autoridade e o papel da ONU, e trabalhar para um sistema de governança global mais justo e equitativo, segundo a porta-voz.