O fato de cada vez mais empresas europeias optarem por aprofundar sua presença na China e expandir seus negócios no país é, por si só, a refutação mais contundente da chamada narrativa da "redução de riscos", afirmou Mao Ning, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, nesta quinta-feira.
A cooperação comercial entre a China e a Europa se baseia em interesses comuns, que, em essência, resultam tanto de vantagens comparativas quanto da participação na competição de mercado, disse Mao em uma coletiva de imprensa regular, acrescentando que a complementaridade não representa um risco e a convergência de interesses não é uma ameaça.
Nas últimas cinco décadas, o volume anual de comércio entre a China e a Europa aumentou mais de 300 vezes, com investimentos bilaterais totalizando quase 260 bilhões de dólares. Os números são uma forte demonstração do robusto ímpeto e das perspectivas promissoras da cooperação China-UE, concluiu.
Observando que o protecionismo comercial contraria as leis da economia e não serve aos interesses de ninguém, ela disse que a China espera que o lado europeu possa encarar as relações comerciais China-UE de forma objetiva e racional, e trabalhar com a China para reduzir a lista de problemas e ampliar a cooperação, visando resultados vantajosos para ambas as partes.