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Trump estende pausa nos ataques às usinas de energia iranianas por 10 dias

Fonte: Diário do Povo Online    27.03.2026 11h04

Trabalhadores atuam no canteiro de obras da segunda fase da Usina Nuclear de Bushehr, no sul do Irã, em 10 de novembro de 2019. (Foto: Ahmad Halabisaz/Xinhua)

O presidente dos EUA, Donald Trump, disse nesta quinta-feira que suspenderá os ataques planejados às instalações de energia iranianas por 10 dias, alegando que as negociações entre os dois lados estão "indo muito bem".

"A pedido do governo iraniano, esta declaração serve para informar que estou suspendendo o período de destruição das usinas de energia por 10 dias, até segunda-feira, 6 de abril de 2026, às 20h, horário do leste dos EUA", disse Trump na plataforma de mídia social Truth Social.

"As negociações estão em andamento e, apesar das declarações errôneas em contrário da mídia de notícias falsas e de outros, estão indo muito bem", escreveu Trump.

Conversas indiretas entre os EUA e o Irã estão decorrendo por meio de mensagens retransmitidas pelo Paquistão, afirmou o vice-primeiro-ministro e ministro das Relações Exteriores paquistanês, Mohammad Ishaq Dar, em uma publicação nas redes sociais na quinta-feira.

O ministro das Relações Exteriores iraniano, Seyed Abbas Araghchi, disse na quarta-feira que diferentes mensagens foram trocadas entre o Irã e os Estados Unidos por meio de intermediários nos últimos dias, enquanto Teerã não manteve conversas com Washington desde que os Estados Unidos e Israel iniciaram os ataques massivos contra o Irã em 28 de fevereiro.

No sábado, Trump deu a Teerã 48 horas para reabrir completamente o Estreito de Ormuz, alertando que, caso contrário, Washington poderia atacar usinas de energia e infraestrutura energética iranianas. Teerã respondeu sinalizando que retaliaria em toda a região se tais ataques fossem realizados.

Na segunda-feira, Trump disse que havia ordenado aos militares que adiassem os ataques a usinas de energia e instalações energéticas iranianas por cinco dias, após o que chamou de conversas "produtivas" com o Irã, embora o Irã tenha negado qualquer contato nesse sentido.

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