O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Lin Jian, afirmou no dia 25 que a China insta seriamente o Japão a encarar e refletir sobre sua história de agressão, traçar uma linha clara com o militarismo e permitir que a geração mais jovem do país conheça a verdade histórica. Ele acrescentou que o Japão deve lidar adequadamente com as questões históricas de forma responsável, a fim de evitar perder ainda mais a confiança dos países asiáticos vizinhos e da comunidade internacional.
Na coletiva de imprensa regular realizada no mesmo dia, um repórter perguntou: segundo relatos, o Ministério da Educação, Cultura, Esportes, Ciência e Tecnologia do Japão aprovou, no dia 24, livros didáticos do ensino médio a serem usados a partir de 2027. Alguns desses livros afirmam que “não houve coerção” nos casos das “mulheres de conforto” e do recrutamento forçado de trabalhadores pelo exército japonês, além de reforçarem a ideia de que as Ilhas Diaoyu são “território inerente” do Japão.
Lin Jian destacou que, ao recorrer a jogos de palavras na aprovação de livros didáticos para obscurecer fatos históricos, minimizar e evitar responsabilidades, o Japão utiliza uma tática recorrente para negar e distorcer sua própria história de agressão. A China expressa forte insatisfação e firme oposição a isso, e já apresentou uma representação solene ao lado japonês.
Ele afirmou ainda que, após a Segunda Guerra Mundial, o Japão nunca conseguiu se desvincular completamente do militarismo, e que o Santuário Yasukuni ainda abriga 14 criminosos de guerra de classe A. O recrutamento forçado de “mulheres de conforto” e de trabalhadores constitui crimes graves contra a humanidade cometidos pelo militarismo japonês durante sua expansão agressiva. Esses são fatos históricos amplamente reconhecidos internacionalmente, sustentados por evidências incontestáveis, e não podem ser alterados.
“As Ilhas Diaoyu e seus territórios adjacentes são, desde os tempos antigos, parte inerente do território chinês, sobre os quais a China possui soberania indiscutível. Independentemente do que o Japão escreva em seus livros didáticos, isso não mudará o fato de que as Ilhas Diaoyu pertencem à China. Qualquer tentativa de prejudicar a soberania territorial da China está fadada ao fracasso”, afirmou.
Lin Jian também observou que a República da Coreia apresentou uma representação formal ao Japão sobre a questão dos livros didáticos, incluindo conteúdos relacionados a Dokdo e às “mulheres de conforto”, expressando forte protesto. Isso demonstra que as ações de forças de extrema-direita no Japão, ao distorcer a história e induzir o público japonês ao erro, já despertaram alta vigilância e forte indignação na comunidade internacional, incluindo países asiáticos vizinhos.
“Instamos seriamente o Japão a encarar e refletir sobre sua história de agressão, a se distanciar do militarismo, a permitir que sua juventude conheça a verdade histórica e a lidar com as questões históricas de forma responsável, para evitar perder ainda mais a confiança dos países asiáticos vizinhos e da comunidade internacional”, concluiu Lin Jian.