O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços do Brasil, Geraldo Alckmin, afirmou nesta segunda-feira que o país deve agir rapidamente para transformar o acordo comercial entre o Mercado Comum do Sul (Mercosul) e a União Europeia (UE) em oportunidades concretas para negócios, empregos e investimentos.
"Nós temos é que correr para transformar a oportunidade em negócios, empregos e investimentos recíprocos", declarou o ministro após um evento relacionado ao setor de defesa.
Alckmin enfatizou que o acordo entrará em vigor provisoriamente em 1º de maio, marcando o início da implementação do maior acordo comercial entre blocos em todo o mundo.
O acordo Mercosul-UE, negociado ao longo de mais de duas décadas e assinado em janeiro de 2026, estabelece a redução gradual das tarifas e busca expandir o comércio e a cooperação econômica entre as duas regiões, que juntas representam uma parcela significativa da economia global. O vice-presidente enfatizou que o desafio agora não é apenas a entrada em vigor do tratado, mas também sua efetiva utilização pelos setores produtivos, com o objetivo de impulsionar a competitividade, atrair investimentos e fortalecer a integração econômica.
A implementação provisória do acordo ocorre em meio à resistência de alguns países europeus, especialmente do setor agrícola, embora conte com o apoio de diversas economias importantes do bloco, como Alemanha e Espanha.
O governo brasileiro considera o acordo uma ferramenta estratégica para diversificar mercados, reduzir vulnerabilidades externas e reforçar o multilateralismo no comércio internacional, em um contexto global marcado por tensões geopolíticas e econômicas.
As autoridades brasileiras preveem que o tratado poderá se traduzir em um aumento significativo do comércio bilateral e em novas oportunidades para os setores industrial e agrícola, consolidando a relação entre a América do Sul e a Europa como um dos principais eixos do comércio global.