
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Seyed Abbas Araghchi, afirmou na segunda-feira (16) que Teerã não buscou nem um cessar-fogo nem negociações com os Estados Unidos, rejeitando as alegações norte-americanas de que teria solicitado uma trégua.
Em uma publicação no X, Araghchi classificou tais alegações como "delirantes" e disse que as forças armadas do Irã continuariam lutando até que o presidente dos EUA, Donald Trump, reconheça que a "guerra ilegal que ele está impondo tanto aos americanos quanto aos iranianos é errada e jamais deve ser repetida".
Qualquer fim para o conflito deve garantir que os ataques contra o Irã não se repitam, disse Araghchi no mesmo dia numa coletiva de imprensa semanal em Teerã.
"Quando dizemos que não queremos um cessar-fogo, não é porque buscamos continuar a guerra", disse ele. "É porque, desta vez, a guerra deve terminar de tal modo que os inimigos nunca mais ousem repetir os ataques."
Araghchi acusa adversários do Irã de tentar forçar o país a uma “rendição incondicional” após mobilizarem todas as suas capacidades. Ele acrescentou que, mais de duas semanas após o início do conflito, os oponentes do Irã agora buscam apoio de países que antes consideravam hostis e solicitam assistência internacional para garantir a navegação no Estreito de Hormuz. Segundo Araghchi, o Irã restrige a passagem apenas a inimigos e seus aliados envolvidos no conflito.