Brasil e Interpol formalizam aliança contra o tráfico transnacional de drogas na América do Sul

Fonte: Xinhua    25.02.2026 13h54

O governo brasileiro formalizou uma aliança com a Organização Internacional de Polícia Criminal (Interpol) para fortalecer o combate ao tráfico transnacional de drogas e ao crime organizado na América do Sul, informaram fontes oficiais nesta terça-feira.

A iniciativa será liderada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública do Brasil, com financiamento da Secretaria Nacional de Políticas de Drogas e Gestão de Ativos, por meio do Fundo Nacional Antidrogas, e contará com o apoio operacional da Polícia Federal.

O acordo prevê a atuação integrada de especialistas em segurança pública de países sul-americanos, com acesso aos bancos de dados e sistemas da Interpol e de órgãos nacionais, com o objetivo de ampliar a troca de informações estratégicas e viabilizar operações conjuntas em tempo real contra redes criminosas que atuam além das fronteiras nacionais.

Como parte do programa, o principal centro de operações estará localizado no escritório regional da Interpol em Buenos Aires, enquanto o Centro de Cooperação Policial Internacional da Amazônia, com sede em Manaus, servirá como um núcleo complementar focado na segurança de fronteiras e no combate ao tráfico ilícito na região amazônica.

Entre as prioridades de cooperação estão o mapeamento e o monitoramento contínuo das rotas do narcotráfico e outras atividades criminosas relacionadas, especialmente em áreas de difícil acesso onde as organizações transnacionais tendem a intensificar suas operações.

O modelo operacional é inspirado nas Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado, coordenadas pela Polícia Federal brasileira, com o objetivo de expandir esse sistema regionalmente para fortalecer as capacidades investigativas, de inteligência e operacionais das forças de segurança sul-americanas. A iniciativa também inclui o fortalecimento dos mecanismos de identificação, rastreamento, recuperação e alocação de bens de origem ilícita, com o objetivo de descapitalizar as organizações criminosas e permitir que esses recursos sejam reinvestidos em políticas de segurança pública.

Segundo as autoridades brasileiras, o programa representa um novo patamar de cooperação internacional em segurança pública e busca aprimorar a coordenação regional diante do avanço do crime organizado no continente.

(Web editor: Beatriz Zhang, Renato Lu)
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