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Ano Novo Chinês conquista estrangeiros e impulsiona turismo internacional

Fonte: Diário do Povo Online    25.02.2026 10h21

No Festival da Primavera do Ano do Cavalo, as celebrações do Ano Novo em várias regiões da China passaram a contar com cada vez mais rostos estrangeiros. Eles vivenciam de forma imersiva os costumes tradicionais do Ano Novo Chinês. Dados de plataformas de turismo online indicam que, durante o feriado do Festival da Primavera, o número de reservas de passagens aéreas para o turismo receptivo aumentou significativamente em relação ao ano anterior, e que o Ano Novo Chinês vem se tornando uma nova opção de interesse para turistas estrangeiros.

Em 13 de fevereiro, turistas estrangeiros experimentaram a dança Yingge em Chaozhou, na província de Guangdong.

Neste ano, a experiência dos turistas estrangeiros durante o Festival da Primavera apresentou características marcantes de “interiorização” e “aprofundamento”. A vivência do patrimônio cultural imaterial tornou-se uma atividade indispensável: a espanhola Julia experimentou a dança Yingge em Chaozhou, enquanto o blogueiro norueguês Park participou de um desfile de lanternas em Hongcun, na província de Anhui, sentindo de forma imersiva o encanto do patrimônio cultural imaterial chinês.

Vilas e áreas rurais de nível distrital tornaram-se novos destinos — localidades como Yongshun, em Hunan, e Shangrao, em Jiangxi, receberam muitos turistas estrangeiros. Dados da plataforma Ctrip mostram que, no Festival da Primavera de 2026, 12 cidades de nível distrital em todo o país atingiram o padrão de cidades de nível A em número de visitantes internacionais, o dobro em relação a 2025.

Além disso, mergulhar na vida local tornou-se uma nova forma de turismo: estrangeiros experimentam a gastronomia típica e os modos de lazer locais, renovando sua percepção sobre a China.

A preferência dos turistas estrangeiros pelo Ano Novo Chinês resulta tanto de políticas facilitadoras quanto do encanto cultural do país. Durante o Festival da Primavera do Ano do Cavalo, a China implementou isenção de visto para portadores de passaportes comuns do Canadá e do Reino Unido, ampliando unilateralmente o grupo de países com isenção para 50 nações, além de expandir continuamente o alcance das políticas de trânsito sem visto, tornando o processo de entrada cada vez mais conveniente.

Enquanto isso, durante o Festival da Primavera, o comércio e os serviços na China funcionam normalmente, e diversas regiões aprimoraram serviços “amigáveis ao turista”, como meios de pagamento, idiomas e transporte, melhorando continuamente a experiência de viagem dos visitantes estrangeiros.

O próprio Festival da Primavera funciona como um “pacote compacto da cultura chinesa”, reunindo tanto costumes antigos quanto a vitalidade da China contemporânea. Atividades de fácil participação, como fazer bolinhos jiaozi e colar dísticos festivos, permitem que os turistas compreendam facilmente os valores culturais de “reunião familiar” e “orações por boa sorte”, em sintonia com as necessidades sociais dos viajantes atuais.

A popularização de produtos culturais e o reconhecimento do Festival da Primavera como patrimônio cultural também estimularam ainda mais o interesse dos estrangeiros em vivenciar o Ano Novo Chinês.

No primeiro dia do Ano do Cavalo do calendário tradicional, turistas estrangeiros participam de atividades do Ano Novo Chinês em Suzhou, na província de Jiangsu.

O espírito festivo do Ano Novo Chinês é cada vez mais abrangente, sendo que o turismo receptivo demonstra enorme potencial. O Conselho Mundial de Viagens e Turismo prevê que, até 2035, o consumo de turistas internacionais na China atingirá cerca de 1,5 trilhão de yuans. Nos próximos dez anos, o país tem potencial para se tornar um dos principais mercados globais com crescimento mais rápido no turismo receptivo, com destinos que também se expandirão para regiões do interior e áreas de fronteira.

Especialistas do setor sugerem aprofundar ainda mais o potencial turístico dos festivais tradicionais, permitindo que chineses e estrangeiros compartilhem juntos as celebrações. Pode-se, por exemplo, acompanhar a tendência de viagens mais independentes e com público mais jovem entre turistas internacionais, integrando elementos festivos aos roteiros turísticos e projetando atividades altamente interativas; criar plataformas digitais multilíngues, otimizar serviços como pagamentos com cartões estrangeiros e guias digitais; e, sobretudo, desenvolver rituais culturais participativos que estabeleçam conexões emocionais, permitindo que os festivais tradicionais chineses continuem a ser mais reconhecidos.

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