As relações comerciais e econômicas entre a Guiné-Bissau e a China têm-se mantido ativas nos últimos anos, afirmou Lassana Fati, diretor-geral do Comércio Externo do Ministério do Comércio da Guiné-Bissau, em entrevista à Xinhua, na última sexta-feira.
Fati disse que 17% de todos os produtos importados pelo país vêm da China e observou que os bens chineses estão amplamente presentes no mercado local. No investimento direto, acrescentou, a China ocupa a terceira posição, depois de Portugal e Espanha.
O responsável manifestou a vontade de aprofundar a parceria econômica com a China, expandir áreas de cooperação e reforçar a cooperação econômico-comercial.
Sobre as exportações para a China, Fati citou como fator positivo as medidas da China para países menos avançados, referindo que a partir de dezembro de 2024 há arranjos que permitem reduzir custos de entrada de produtos guineenses no mercado chinês e ampliar oportunidades.
Segundo ele, as exportações atuais para o mercado chinês concentram-se em madeira, produtos da pesca e produtos agrícolas, e a expectativa é que a castanha de caju, principal produto de exportação do país, possa entrar com mais facilidade no mercado chinês e chegar aos consumidores chineses.
No reforço de capacidades, disse que, nos últimos anos, o Ministério do Comércio da Guiné-Bissau se beneficiou de mais de 20 sessões de formação ou bolsas de curta duração oferecidas pela China, o que apoia a estratégia de ampliar as exportações.