Durante o Fórum de Davos deste ano, várias declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, provocaram críticas e questionamentos. Entre elas, ele afirmou que “a China fabrica muitas turbinas eólicas, mas dentro da China não se encontra nenhum parque eólico”.
Assim que esse absurdo veio à tona, várias empresas chinesas não conseguiram ficar em silêncio. Diversas estatais entraram em cena e, na plataforma Zhihu (a versão chinesa do Quora), saíram em defesa da energia eólica chinesa.
A China Energy Engineering Group declarou: nós não apenas instalamos, como também planejamos, projetamos e fazemos a operação e manutenção. Agradecemos ao sr. Trump pelo enorme impulso de visibilidade e, aproveitando a deixa, vamos mostrar um pouco dos nossos “resultados reais”!
A presença das turbinas eólicas já se espalhou por todo o país: do deserto de Gobi ao oceano, das regiões montanhosas às planícies. Extensos conjuntos de aerogeradores já se tornaram uma paisagem ecológica singular no território chinês.
Desde o início do 14º Plano Quinquenal, a participação da geração de energia eólica e solar no consumo total de eletricidade da sociedade tem aumentado de forma constante: passou de 9,7% em 2020 para 18,6% em 2024, e no primeiro semestre de 2025 já se aproximou de um quarto do total.
Essa proporção já supera o consumo de eletricidade do setor terciário nacional e o uso residencial urbano e rural. Além disso, o aumento da geração eólica e solar tornou-se a principal força motriz do crescimento do consumo total de eletricidade, dando forte apoio à elevação da participação de energias não fósseis no consumo energético.
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