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Nos trilhos da modernização: o que os 50 mil km de alta velocidade da China revelam ao mundo

Fonte: Diário do Povo Online    21.01.2026 10h07

O valor das ferrovias não está apenas na extensão dos trilhos, mas também na busca pela interconectividade e pelo desenvolvimento compartilhado. As ferrovias chinesas estão injetando um impulso mais forte na modernização mundial.

“A China estabeleceu um novo padrão global para a construção de trens de alta velocidade.” Recentemente, a mídia dos Estados Unidos fez uma análise detalhada do fato de a extensão operacional da ferrovia de alta velocidade da China ter ultrapassado 50 mil quilômetros, afirmando que o sucesso da rede chinesa de trens-bala estabeleceu um exemplo para outros países que buscam aprimorar seus próprios sistemas ferroviários.

“50 mil quilômetros” não é apenas um salto numérico, mas é também um marco da modernização — uma janela que se abre para o mundo compreender a governança da China e a “lista de oportunidades” que a modernização ao estilo chinês oferece ao mundo.

Por trás dos “50 mil quilômetros” está a persistência no “longo prazo”. A construção ferroviária envolve ciclos longos e investimentos avultados; somente com planejamento antecipado é possível avançar de forma científica.

Desde a primeira edição, em 2004, do Plano de Médio e Longo Prazo para a Rede Ferroviária, que forneceu um arcabouço claro para o desenvolvimento do sistema de trens de alta velocidade, passando pela otimização do plano em 2008, até à atualização em 2016 para o projeto “oito eixos verticais e oito horizontais”, a construção da alta velocidade chinesa é uma prática vívida de “levar um único plano até o fim”.

Nesse processo, a China aproveitou as vantagens de seu novo sistema nacional, integrou “indústria, academia, pesquisa e aplicação” e transformou o maior mercado mundial de trens de alta velocidade no mais poderoso campo magnético de inovação.

Foi justamente essa força institucional coesa que permitiu à China não apenas romper barreiras tecnológicas, mas também realizar uma transformação notável — de seguidora a líder — em áreas como trens inteligentes e trens verdes, verdadeiras “zonas inexploradas”.

A mídia internacional analisou a “capacidade de foco” da China: isso não representa apenas uma conquista, mas também um modo de pensar — “o resultado de um país que constrói pensando no próximo século, e não na próxima eleição”.

Observando o mundo, enquanto alguns países ficam presos à “política do veto” e têm dificuldade em avançar com projetos de infraestrutura de longo prazo, a China demonstrou uma impressionante estabilidade e continuidade de políticas. Essa capacidade de planejamento e execução que transcende ciclos tornou a previsibilidade e a estabilidade marcas distintivas do desenvolvimento chinês.

Por trás dos “50 mil quilômetros” brilha o valor fundamental de colocar o povo em primeiro lugar. Somente durante o período do 14º Plano Quinquenal, 128 condados — como Fuping, Badong e Longzhou — encerraram a história de não terem acesso ao trem de alta velocidade.

Tomando como exemplo a recém-inaugurada ferrovia Xi’an–Yan’an, essa linha, que integra antigas áreas revolucionárias ao “círculo de transporte de um dia” do país, faz as contas do bem-estar social de forma clara: ela não apenas conecta as maçãs de Luochuan e os bolinhos de caqui de Fuping a mercados consumidores maiores, como também impulsiona a formação de um novo padrão de cooperação industrial.

A China se empenha em levar o trem de alta velocidade às regiões antigas, montanhosas e menos desenvolvidas, planejando uma visão ampla de coordenação regional e prosperidade comum. A solene promessa de que “ninguém ficará para trás no caminho da modernização” está se desdobrando por vastas extensões do território.

O valor das ferrovias não reside apenas na extensão dos trilhos, mas também na busca pela interconectividade e pelo desenvolvimento compartilhado. Hoje, as ferrovias chinesas estão injetando um impulso ainda mais vigoroso na modernização global.

A ferrovia de alta velocidade Jacarta–Bandung realizou o “sonho do trem-bala” do povo indonésio e acelerou o surgimento de cinturões industriais ao longo da linha; a ferrovia China–Laos transformou o Laos de um “país sem saída para o mar” em um “país conectado por terra”, criando mais de 100 mil empregos; a ferrovia Mombasa–Nairóbi remodelou o eixo de transporte da África Oriental, melhorando as condições de vida ao longo da rota por meio de apoio social e construção comunitária; a ferrovia China–Quirguistão–Uzbequistão, atualmente em construção, desenha um novo panorama de conectividade no continente euroasiático...

A modernização ao estilo chinês não busca prosperar sozinha, mas liderar o desenvolvimento e a prosperidade comuns por meio do fortalecimento da cooperação internacional. Como apontou a mídia queniana, a narrativa de modernização da China enfatiza parcerias em vez de hierarquias, cooperação em vez de dependência, oferecendo aos países do Sul Global um arcabouço singular e cada vez mais relevante.

Conquistas da China, benefícios compartilhados pelo mundo. Transformar o plano em realidade e a visão em cenário concreto não amplia apenas a extensão das ferrovias de alta velocidade em solo chinês, mas também estende os “padrões chineses” e o “trem expresso do desenvolvimento” que beneficiam o mundo inteiro.

Isso demonstra de forma profunda que a China não apenas possui a capacidade de planejar a longo prazo e executar o que promete, como também mantém firmemente os princípios de abertura, inclusão e ganhos mútuos, injetando continuamente uma força poderosa na construção de uma comunidade com futuro compartilhado para a humanidade.

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