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China manterá crescimento dos gastos fiscais em 2026, diz vice-ministro das Finanças

Fonte: Xinhua    21.01.2026 08h15

A China continuará a implementar uma política fiscal mais proativa em 2026, que pode ser resumida como "expandir o volume total, otimizar a estrutura, aumentar a eficiência e fortalecer o impulso", disse na terça-feira o vice-ministro das Finanças, Liao Min.

Falando em uma coletiva de imprensa realizada pelo Escritório de Informação do Conselho de Estado, Liao enfatizou que o déficit fiscal, a dívida total e os gastos gerais da China para 2026 serão mantidos nos níveis necessários, de modo a garantir que a intensidade dos gastos fiscais totais continue a aumentar e a garantia para setores-chave permaneça consistentemente forte.

Liao enfatizou que expandir ainda mais os gastos fiscais para além dos níveis proativos de 2025 reforça o forte compromisso político do governo, ao mesmo tempo em que garante a sustentabilidade fiscal de médio e longo prazo.

O vice-ministro afirmou ainda que a China irá reduzir de forma vigorosa gastos ineficientes e pouco eficazes, redirecionando mais recursos fiscais para estimular o consumo, investir em capital humano e reforçar a proteção do bem-estar social, além de aumentar a renda das famílias por meio de múltiplos canais.

Em 2026, o governo continuará a alocar títulos especiais do Tesouro de prazo ultralongo para apoiar grandes estratégias nacionais, fortalecer a capacidade de segurança em áreas-chave, promover a atualização em larga escala de equipamentos e impulsionar programas de troca de bens de consumo.

Liao acrescentou que, em 2026, o Ministério das Finanças fornecerá apoio sólido e concreto para manter estáveis o emprego, as empresas, os mercados e as expectativas, garantindo um bom início do 15º Plano Quinquenal.

Em 2025, a China intensificou significativamente os ajustes anticíclicos, com a relação déficit/PIB fixada em cerca de 4%, um aumento de um ponto percentual em relação a 2024.

Apesar da ampliação, Liao observou que a relação dívida do governo em relação ao PIB da China permanece relativamente baixa, significativamente abaixo do nível médio dos países do G20.

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