Greves nas principais refinarias da França continuaram na segunda-feira, levando a pânico relacionado ao combustível no país.
As greves nas refinarias da TotalEnergies e da ExxonMobil se estenderão até terça-feira, informou a Confederação Geral do Trabalho (CGT, na sigla em inglês).
De acordo com o Ministério da Transição Energética, 29,4 por cento das estações de serviço do país apresentavam dificuldades com pelo menos um produto na segunda-feira, contra 19 por cento na sexta-feira.
A primeira-ministra francesa, Elisabeth Borne, organizou uma reunião urgente de crise na noite de segunda-feira. Segundo a mídia francesa, o governo proibirá o enchimento de galões de combustível em todo o país.
As ações dos grevistas levaram a uma diminuição nas entregas de combustível, provocando receios e longas horas de espera. O transporte escolar também foi afetado pelas greves.
"Os franceses não devem ser prisioneiros deste conflito social que não têm culpa", disse na segunda-feira a ministra da Transição Energética, Agnes Pannier-Runacher.
Além das greves, o preço do combustível aumentou nos últimos sete dias. Para equilibrar a escassez de combustível, o governo francês liberou volumes significativos de combustível de seus estoques estratégicos e reforçou as importações de combustível da Bélgica.
No fim de semana, a TotalEnergies e a CGT concordaram em iniciar as negociações, mas nenhum acordo foi concluído.
Os grevistas exigem um aumento salarial para compensar a alta inflação que a França presencia.