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China aposta na tecnologia para redução das emissões de carbono

Fonte: Diário do Povo Online    23.08.2022 13h24

Feng Hua, Diário do Povo

Lançamento do satélite Goumang. Foto: Agência Espacial Nacional

Recentemente, o primeiro satélite de monitoramento de carbono do ecossistema terrestre da China "Goumang" foi lançado com sucesso no Centro de Lançamento de Satélites de Taiyuan. O satélite tem a capacidade de detetar e medir concentrações de biomassa vegetal, aerossóis atmosféricos, intensidade de clorofila da vegetação, entre outros elementos. Com esses dados, é possível avaliar quantitativamente a capacidade nacional de absorção de carbono, e, assim, dar um maior contributo global no combate às mudanças climáticas.

A pesquisa e o desenvolvimento bem-sucedidos do "Goumang" provaram uma vez mais o papel principal da inovação tecnológica nos esforços para conter as emissões de carbono. Para atingir esse objetivo, a equipe de desenvolvimento do satélite realizou pesquisas em temas como obtenção de informações de sensoriamento remoto de vários focos de absorção de carbono nas florestas, melhoria da eficiência e precisão na identificação de sumidouros de carbono e transformação dos métodos tradicionais de medição manual. Este progresso tecnológico desempenha um papel importante na inventariação detalhada dos recursos e principais projetos ecológicos nacionais.

Diagrama esquemático do primeiro satélite Goumang. Foto: Agência Espacial Nacional

Nos últimos anos, a China alcançou vários avanços no domínio da tecnologia sustentável. O satéliote Goumang é o exemplo mais recente pois abre um precedente na utilização de satélites dedicados ao monitoramento de vegetação do mundo.

Do pico do carbono à neutralidade, a China tem apenas um período de transição de 30 anos. Para atingir essa meta com base no desenvolvimento econômico e social sustentável, mais esforços devem ser envidados em inovação científica e tecnológica. No ano passado, os "Pareceres do Comitê Central do Partido Comunista da China e do Conselho de Estado sobre a Implementação Completa, Precisa e Abrangente do Novo Conceito de Desenvolvimento e Neutralização de Carbono" e "Plano de Ação do Pico de Carbono antes 2030" foram lançados sucessivamente. O Ministério da Ciência e Tecnologia fez com que a implementação da ciência passasse a estar vocacionada para a transformação verde e redução das emissões de carbono como uma das principais tarefas do ano. A Academia Chinesa de Ciências lançou o "Plano de Ação Estratégico de Ação Estratégica de Pico de Carbono e Neutralidade de Carbono", propondo avanços em tecnologias disruptivas e transformadoras que apoiam as metas de neutralidade de carbono.

O desenvolvimento verde e de baixo carbono é a tendência vigente. O uso adequado da inovação tecnológica consiste num forte apoio para a China atingir o pico e a neutralidade das suas emissões de carbono.

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