Coreia do Sul preocupada com impacto adverso da linha de comércio entre EUA-China (2)

Fonte: Xinhua    22.05.2019 13h39

O relatório disse que os países que dependem fortemente de exportações de bens intermediários para a China, como a Coreia do Sul, Alemanha e Japão, devem ter um grande impacto nas exportações.

Os semicondutores, o equipamento elétrico, o aço e os produtos químicos sul-coreanos têm uma alta porcentagem de processamento comercial, o que os torna suscetíveis de serem seriamente influenciados pelas disputas comerciais entre os EUA e a China, segundo o relatório.

Enquanto isso, o Instituto Coreano para a Política Econômica Internacional (KIEP) previu em seu último relatório que as disputas comerciais entre os EUA e a China poderiam levar a um declínio de 1,36 bilhão de dólares nas exportações da Coreia do Sul.

Se as disputas comerciais se aprofundarem ainda mais, as exportações da Coreia do Sul serão afetadas mais negativamente em meio a uma desaceleração econômica global, disse o KIEP.

As exportações da Coreia do Sul continuaram caindo durante cinco meses até abril, principalmente devido à desaceleração do ciclo de negócios da indústria global de chips.

O governo sul-coreano previu anteriormente uma possível recuperação das exportações no segundo semestre do ano, mas as disputas comerciais entre os EUA e a China obscureceram a previsão otimista.

O Produto Interno Bruto (PIB) real do país, ajustado pela inflação, contraiu 0,3% no primeiro trimestre do ano em comparação com o trimestre anterior.

No mais recente surto das tensões comerciais entre os EUA e a China, Washington aumentou as tarifas adicionais sobre as importações chinesas de U$ 200 bilhões de 10% para 25% no início deste mês, e ameaçou aumentar as tarifas sobre mais importações chinesas.

Em resposta, a China anunciou que aumentará as tarifas adicionais sobre uma série de importações norte-americanas a partir do dia 1ºde junho e "lutará até o fim".

Em meio a preocupações generalizadas sobre as incertezas econômicas globais incorridas pelos recentes aumentos de tarifas, a China reiterou que a escalada das tensões comerciais "não serve aos interesses de ninguém" e "também atrasará a economia mundial".

Beijing pediu repetidamente aos Estados Unidos, que iniciaram a disputa, que voltem ao caminho certo o mais rápido possível e encontrem a China no meio do caminho para alcançar um acordo mutuamente benéfico e vantajoso para todos, com base no respeito mútuo.


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(Web editor: 张睿, editor)

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