Beijing: a primeira cidade chinesa a adotar aquecimento a gás natural

Fonte: Diário do Povo Online    15.11.2017 16h27

No dia 15 de novembro o aquecimento foi oficialmente ligado em Beijing. Com início neste ano, os sistemas de aquecimento em seis distritos urbanos de Beijing passarão a ser abastecidos por gás natural.

De acordo com os dados disponibilizados pelo Comitê de Gerenciamento Urbano de Beijing, o uso de aquecimento a gás natural superou já 97% de toda a cidade, um aumento de 9% relativamente ao ano anterior.

É esperado que a demanda de gás natural atinja os 12,5 bilhões de metros cúbicos durante a temporada de aquecimento deste ano. A construção das quatro usinas termoelétricas de gás natural da capital foi já concluída.

Du Chengzhang, diretor geral da Usina Termal de Huaneng Beijing, disse ao Beijing Commercial Daily que, a partir deste ano, todos os seis distritos urbanos em Beijing testemunharão a conversão do carvão para o gás natural, e que somente os subúrbios continuarão a usar carvão como fonte.

Consumo de carvão foi reduzido em 60% ao longo de 7 anos

No ano passado, o consumo total de energia em Beijing foi de 69,617 milhões de toneladas de carvão, dos quais os derivados deste combustível fóssil representaram 9,8% e o gás natural 31,7%.

"Relativamente ao consumo de energia de Beijing, o combustível para motores, o fornecimento de energia e o aquecimento são as três vertentes principais", explicou Han Xiaoping, diretor de informação da China Energy Network.

Na década passada, Beijing adotou continuamente medidas para controlar a poluição atmosférica. A concentração de poluentes tem vindo a diminuir a cada ano. No entanto, em 2013, o governo municipal de Beijing destacou que havia ainda uma grande lacuna entre a qualidade do ar, os novos padrões nacionais e as expectativas do público.

No mesmo ano, foi proposto que, até 2017, Beijing construísse quatro usinas termoelétricas a gás natural e cessasse o uso das tradicionais usinas de carvão, visando atingir os 100% de utilização de energia limpa e a redução do consumo de carvão para 9,2 milhões de toneladas. 

(Web editor: Renato Lu, editor)

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