Tornar página inicial

COP21: China apresenta sua posição sobre o combate às mudanças climáticas

Fonte: Diário do Povo Online    30.11.2015 15h45

PEQUIM, 30 de novembro (Diário do Povo Online) - Na véspera do início da Conferência sobre Mudanças Climáticas das Nações Unidas a ser realizada em Paris, o representante especial chinês sobre Mudanças Climáticas, Xie Zhenhua, publicou um artigo no Diário do Povo para expressar a posição da China nas negociações internacionais sobre as mudanças climáticas, enfatizando que o acordo de Paris deve seguir o princípio de responsabilidade comum, mas diferenciada.

Xie Zhenhua disse que as negociações internacionais sobre mudanças climáticas estão relacionadas aos interesses de desenvolvimento e influência internacional de todos os países e que, portanto, as negociações sobre o Acordo de Paris entre todas as partes têm sido intensas. As contradições e diferenças entre as partes ainda são grandes em algumas questões do acordo, tais como o modo refletir o princípio de responsabilidade comum, mas diferenciada; a maneira de se elaborar o modo e a intensidade das reduções das emissões, como implementar o apoio financeiro e técnico, e de como refletir o vínculo jurídico do acordo.

Sob o protexto da alteração do contexto econômico mundial, alguns países desenvolvidos propõem interpretar de forma dinâmica o princípio das ‘responsabilidades comuns, mas diferenciadas’, a fim de promover a criação de um novo mecanismo pós-2020 sobre a diminuição das emissões conjuntas de todos os países no qual os países desenvolvidos e em desenvolvimento forneceriam conjuntamente o financiamento.

Este procedimento dos países desenvolvidos serve para manter suas vantagens no desenvolvimento, mas confunde objetivamente as diferenças substanciais entre os países desenvolvidos e os em desenvolvimento nas responsabilidades históricas sobre a questão de mudanças climáticas, no estágio de desenvolvimento, no nível do desenvolvimento e na capacidade de reação, enfraquecendo os princípios fundamentais da convenção, danificando a base política e moral na luta contra as mudanças climáticas. Por ser contrário ao princípio de justiça na gestão global do clima, ele deve ser firmemente rejeitado.

Os países em desenvolvimento acreditavam que o acordo de Paris deve seguir os princípios de ‘responsabilidade comum, mas diferenciada’, equidade e capacidade segundo as capacidades de cada um. Os países desenvolvidos têm responsabilidades históricas sobre a mudança climática e têm de assumir a liderança na redução substancial das emissões, fornecendo apoio financeiro e técnico aos países em desenvolvimento.

Os países em desenvolvimento estão enfrentando os deafios do desenvolvimento econômico, erradicação da pobreza e a melhoria da vida do povo, a proteção do ambiente e o enfrentamento das alterações climáticas, esforçam-se para salvaguardar os seus interesses legítimos no desenvolvimento da proteção ativa do clima e do meio ambiente.

Atualmente, os progressos dos países desenvolvidos na implementação da redução das emissões, financiamento e transferência de tecnologias antes de 2020 são limitados. A perspectiva de se alcançar o objetivo de fornecer 100 bilhões de dólares até 2020 para os países em desenvolvimento a cada ano não são claras, constituindo-se numa das maiores dificultades e desfios para a conferência de Paris.

Revisão: Rafael Lima

(Editor:Juliano Ma,editor)

Fotos