A recente série de ataques terroristas apanhou a França de surpresa e mergulhou o mundo num manto de luto. As populações de numerosos países têm demonstrado a sua solidariedade e tristeza para com as vítimas de Paris, assim como para com todos os vitimados por actividades terroristas. Todo este sofrimento acumulado alimenta uma consciência de unida imparável – pois o respeito pela vida é um valor ecuménico, que transvasa qualquer barreira cultural ou civilizacional.
Cada rocha constitui uma parte da terra, assim como cada vida forma uma parte da humanidade. Ao renegar valores elementares e violar a justiça humana, os atos terroristas representam uma ameaça aos preceitos essenciais da nossa espécie.
“A China opõe-se a qualquer forma de terrorismo, e está disposta a colaborar com a França e com a comunidade internacional para reforçar os meios de segurança, erradicar o terrorismo e proteger as vidas dos cidadãos de cada país”. Estas foram as palavras do Presidente Xi Jinping, numa demonstração da sua solidariedade e em nome do povo chinês, reiterando através das suas palavras a posição firme da China face a esta questão.
Alguns académicos referem que, o uso de palavras como miséria ou desigualdade para justificar a existência do terrorismo, são argumentos inválidos. Um terrorista não pode ser considerado um lutador da liberdade. A percepção comum que uniu o mundo perante a calamidade na França deve manter-se firme e nunca se desmoronar – pois frente à consciência comum do mundo civilizado está o seu inimigo em busca de uma brecha para causar estragos.
Fonte: Diário do Povo
Edição: Mauro Marques