O embaixador chinês no Escritório da ONU em Genebra, Wu Hailong, destacou ontem (24) que a questão da violação sistemática e de grande envergadura, aos direitos humanos em alguns países europeus e americanos, é de difícil trato. O diplomata chinês pediu que esses países façam reflexão sobre a própria situação dos direitos humanos e lidem com a razão essencial dos problemas.
Wu Hailong fez tal afirmação durante um debate da 29ª conferência do Conselho de Direitos Humanos da ONU. Durante seu discurso, Wu Hailong lembrou os fatos de que os direitos humanos dos indígenas são sempre violados nos EUA com a discriminação racial arraigada, enquanto os habitantes de raças de cor, no país, enfrentam muita discriminação no emprego, habitação e educação, além de serem os principais alvos de execução deliberada pela polícia.
O representante chinês assinalou que muitos países europeus vêm enfrentando a questão da discriminação racial e religiosa, assim como a xenofobia. Em alguns deles, tais como a Alemanha, o racismo e a xenofobia de umas organizações extremistas direitistas cresceram.
Wu Hailong assinalou que os trabalhos do Conselho devem contribuir com o reforço do respeito aos direitos humanos e à liberdade básica de toda a humanidade, por meio de diálogo, cooperação, assistência tecnológica e construção da capacidade de administrar conflitos. Para ele, os projetos dirigidos contra países determinados são resultados de questões políticas e não correspondem aos princípios de generalidade, justiça, objetividade e não-seletividade.