A China se opõe firmemente e condena com veemência as ações negativas do Japão em relação ao santuário Yasukuni, local associado à guerra, e apresentou protestos sérios e contundentes ao lado japonês, afirmou a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Mao Ning, na segunda-feira (19).
Mao fez essas declarações após a primeira-ministra japonesa Sanae Takaichi ter enviado uma oferenda ritual ao santuário no sábado (17), por ocasião do festival anual de outono, e realizado uma contribuição monetária na segunda-feira. Diversas autoridades do governo japonês, políticos do Partido Liberal Democrata e membros da Dieta Nacional também visitaram o santuário nos últimos dias.
"O santuário Yasukuni é um instrumento espiritual e um símbolo da guerra de agressão movida pelos militaristas japoneses. O local homenageia 14 criminosos de guerra condenados, classificados como 'Classe A', que foram responsáveis pela agressão do Japão", disse Mao durante uma coletiva de imprensa regular em Beijing.
O primeiro-ministro japonês durante a guerra, Hideki Tojo, está entre os 14 criminosos de guerra de "Classe A" homenageados no Yasukuni. Visitas de políticos japoneses de alto escalão ao santuário têm sido, há muito tempo, alvo de críticas por parte da China e da Coreia do Sul. Ambos países foram vítimas da agressão japonesa.
Mao ressaltou que líderes e políticos japoneses, embora plenamente cientes dos fatos, continuam prestando homenagens no santuário.
"Tais atos revelam suas percepções errôneas e profundamente enraizadas sobre questões históricas, bem como sua tentativa nefasta de eximir criminosos de guerra de culpa, reverter o veredito sobre a agressão e abrir caminho para a remilitarização", lamentou ela.
Mao observou que este ano marca o 80º aniversário do início dos Julgamentos de Tóquio, que condenaram 25 criminosos de guerra japoneses de "Classe A".
"Reiteramos nosso apelo ao Japão para que encare a história, arrependa-se dos crimes cometidos no passado, interrompa as ações de retrocesso em questões históricas e conquiste a confiança de seus vizinhos asiáticos e da comunidade internacional por meio de ações concretas", enfatizou ela.