O Brasil recebeu 113.228 turistas chineses entre janeiro e agosto de 2026, um aumento de 73,3% em comparação com os 65.319 registrados no mesmo período do ano passado. Esse resultado reforça o crescente intercâmbio turístico entre o Brasil e a China no âmbito do Ano Cultural China-Brasil 2026, informou o governo brasileiro nesta terça-feira.
De acordo com dados oficiais divulgados, o número de visitantes chineses nos primeiros oito meses do ano já ultrapassou o total registrado em todo o ano de 2025, quando o Brasil recebeu 103.122 turistas da China.
O crescimento no mercado chinês ocorreu em um contexto de forte aumento geral do turismo internacional no Brasil. Entre janeiro e agosto, o país recebeu 6.451.257 visitantes estrangeiros, que gastaram US$ 7,4 bilhões no Brasil, um aumento de 10,4% em comparação com os US$ 6,7 bilhões gastos no mesmo período de 2015.
Somente em agosto, os estrangeiros gastaram US$ 932 milhões no Brasil, 17,3% a mais do que os US$ 794 milhões registrados no mesmo mês do ano anterior.
Segundo o presidente da Embratur, Bruno Reis, o aumento da receita demonstra o impacto econômico do turismo internacional.
A entrada de dólares provenientes de turistas internacionais ajuda a acelerar a criação de novos negócios. O fluxo contínuo de moeda estrangeira aumenta a receita no comércio, hotelaria, restaurantes e transporte, e atrai novos investimentos privados para o setor de serviços, afirmou Reis.
No caso da China, o crescimento registrado em 2026 coincide com iniciativas desenvolvidas no âmbito do Ano Cultural China-Brasil, que incluíram atividades de promoção turística e encontros com operadores turísticos e representantes do setor turístico chinês em Beijing, no início de setembro.
O aumento no número de turistas chineses é especialmente relevante para o Brasil devido à dimensão do mercado emissor e ao potencial de expansão das trocas bilaterais. A conexão entre cultura e turismo é um dos principais aspectos das atividades bilaterais planejadas para 2026.
Esses resultados consolidam o turismo internacional como uma fonte crescente de divisas para o Brasil e demonstram o rápido aumento de visitantes chineses, em um ano marcado pelo fortalecimento das trocas culturais entre os dois países.