
A 15ª edição do Fórum de Think Tanks China-África foi inaugurada na sexta-feira (6), na cidade de Yiwu, província de Zhejiang, no leste da China. Durante a cerimônia de abertura, acadêmicos chineses e africanos divulgaram conjuntamente dois documentos: “Declaração de Ação dos Think Tanks China-África para Promover de Mãos Dadas a Modernização do Sul Global” e “Consenso China-África sobre a Aprendizagem Mútua entre Civilizações”.
Discursaram na cerimônia Oumar Demba Ba, ex-assessor-chefe de relações exteriores do ex-presidente do Senegal; Balew Demissie, assessor sênior do Instituto de Estudos de Políticas da Etiópia; Liu Yuxi, embaixador para assuntos do Fórum de Cooperação China-África (FOCAC); Gao Yi, secretário do Comitê Municipal do Partido Comunista da China em Jinhua; e, Jiang Yunliang, secretário do Comitê do Partido Comunista da China na Universidade Normal de Zhejiang. A cerimônia foi presidida por Qiu Limin, presidente da universidade.
Demba Ba elogiou a iniciativa da China de conceder tratamento de taxação zero aos países africanos que mantêm relações diplomáticas com o país, ressaltando que a África deve fortalecer a construção de seus think tanks e desenvolver um sistema próprio de narrativa.
Balew Demissie destacou que não existe um modelo universal de modernização e que os países africanos precisam explorar caminhos independentes de desenvolvimento, levando em consideração suas próprias realidades nacionais e a Agenda 2063 da União Africana. Ele também propôs aprofundar a cooperação entre think tanks chineses e africanos em áreas como pesquisas conjuntas sobre políticas públicas e intercâmbio entre jovens pesquisadores.
Liu Yuxi afirmou que este ano marca o 70º aniversário do estabelecimento das relações diplomáticas entre a China e os países africanos. Segundo ele, a política chinesa de taxação zero para os produtos provenientes de todos os países africanos com os quais mantém relações diplomáticas já apresenta resultados expressivos. Entre maio e setembro deste ano, as importações chinesas provenientes de países africanos registraram um crescimento anual de 21,6%.
Gao Yi afirmou que Jinhua é uma das cidades chinesas com relações mais estreitas com a África nas áreas de comércio, economia e intercâmbio cultural. Ele manifestou a expectativa de que o fórum fortaleça seu papel como ponte de amizade entre a China e a África e como plataforma de referência para a cooperação Sul-Sul entre think tanks.
Jiang Yunliang informou que a Universidade Normal de Zhejiang já estabeleceu parcerias com instituições de ensino superior de mais de 30 países africanos.

Durante o evento, os participantes divulgaram a Declaração de Ação dos Think Tanks China-África de Mãos Dadas para Promover, em Conjunto, a Modernização do Sul Global, que conclama os think tanks dos dois lados a desempenharem quatro papéis: intérpretes e promotores de caminhos independentes de desenvolvimento; formuladores de propostas para o intercâmbio de experiências em governança; colaboradores práticos na promoção de uma cooperação internacional mutuamente benéfica; e impulsionadores do intercâmbio e da aprendizagem mútua entre as civilizações.
O Consenso China-África sobre a Aprendizagem Mútua entre Civilizações, por sua vez, defende o respeito à diversidade das civilizações do mundo, a promoção dos valores comuns da humanidade e o aprofundamento dos intercâmbios e da cooperação entre os povos.

Com o tema "Cooperação Aberta, Desenvolvimento por Meio do Intercâmbio e Responsabilidade Compartilhada: China e África de Mãos Dadas na Promoção da Modernização", a edição deste ano do fórum, que dura dois dias, reúne cerca de 300 participantes e inclui uma cerimônia de abertura, duas sessões plenárias, quatro fóruns paralelos e uma cerimônia de encerramento.