Guo Jiping, Diário do Povo

Área de exposição de Indústria Inteligente e Tecnologia da Informação no local da 9ª Exposição Internacional de Importação da China (CIIE), em 3 de novembro de 2026. (Foto/Wang Chu)
A 9ª Exposição Internacional de Importação da China (CIIE) foi inaugurada em Shanghai no dia 5 de novembro e seguirá até o dia 10.
Pela primeira vez, a área de exposição deste ano ultrapassa 370 mil metros quadrados, reunindo participantes de 162 países, regiões e organizações internacionais. Mais de 4.100 empresas estrangeiras participarão do evento, e mais de 480 produtos deverão ser apresentados pela primeira vez, um recorde histórico.
Em um momento em que o unilateralismo e o protecionismo continuam perturbando a ordem econômica e comercial internacional, a CIIE, que chega à sua nona edição consecutiva, tornou-se um bem público internacional insubstituível no sistema econômico e comercial global.
Uma análise mais detalhada da organização da 9ª CIIE revela seis grandes áreas de exposição e uma secção especial dedicada à incubação de inovações, cada uma com seus próprios destaques.
Os espaços dedicados a equipamentos médicos e produtos de saúde, bens de consumo e produtos alimentícios e agrícolas foram ampliados. Mais de 2 mil empresas participarão do evento pela primeira vez.
Entre as estreantes estão o Project Management Institute, dos Estados Unidos, e a alemã Caparol, uma das principais fabricantes de revestimentos arquitetônicos.
Pela primeira vez, a CIIE contará com uma exposição global de marcas de consumo, com o objetivo de ampliar e qualificar o consumo de produtos de alta qualidade.
"A CIIE demonstra claramente o compromisso da China com a ampliação da abertura ao exterior", afirmou Carl Fey, professor de estratégia da BI Norwegian Business School. Segundo sua avaliação, a abertura da China busca promover o desenvolvimento compartilhado com o resto do mundo, e a CIIE evidencia o papel fundamental do país no comércio global.
Ao longo dos anos, a variedade de produtos apresentados na CIIE expandiu-se dos bens de consumo e componentes para equipamentos de ponta, tecnologias essenciais e serviços de qualidade.
Essa evolução reflete a integração cada vez mais profunda das cadeias industriais e de suprimentos globais. Atualmente, expositores que incluem grandes grupos industriais, empresas emergentes, pequenas e médias empresas e negócios especializados podem se conectar de maneira mais precisa às demandas do mercado e explorar oportunidades de crescimento ao longo de toda a cadeia industrial.
A CIIE também vem atraindo um número crescente de compradores internacionais. Antes da edição deste ano, delegações comerciais de Shanghai, Guangdong e outras regiões conseguiram atrair diversos grandes compradores, com forte poder aquisitivo, marcas consolidadas e demanda expressiva.
Eventos específicos de aproximação comercial foram realizados no Egito, na Alemanha, no Reino Unido e em outros países, aproximando as negociações dos parceiros comerciais da China. Durante a exposição, um corredor dedicado aos compradores ajudará a conectar diretamente produtos e serviços de qualidade ao mercado chinês.
Nos três primeiros trimestres de 2026, as importações da China alcançaram 16,74 trilhões de yuans (cerca de US$ 2,5 trilhões), um aumento de 22,3% em relação ao mesmo período do ano anterior. Somente em setembro, as importações mensais ultrapassaram pela primeira vez a marca de 2 trilhões de yuans.
A CIIE oferece uma janela para o vasto mercado interno chinês, onde a crescente demanda cria mais oportunidades de negócios para empresas de todo o mundo.
A exposição também vem se tornando uma plataforma cada vez mais atraente para investidores estrangeiros.
Por meio da CIIE, empresas expositoras como o Grupo ZEISS, a Schneider Electric e a AstraZeneca estabeleceram na China centros de pesquisa e desenvolvimento, sedes regionais e bases de manufatura avançada.
Enquanto apresentam produtos inéditos no mercado, muitas empresas globais também aceleram seus planos de ampliar as atividades locais de pesquisa e desenvolvimento, aumentar os investimentos e consolidar suas operações regionais.
Nos últimos três anos, o número de empresas com investimento estrangeiro na China cresceu de forma constante. Somente entre janeiro e abril de 2026, mais de 3 mil empresas de capital estrangeiro anunciaram novos investimentos.
A CIIE continua testemunhando a transformação de produtos expostos em mercadorias comercializáveis e de expositores em investidores. Cada vez mais empresas globais aprofundam sua presença na China e geram benefícios para o mundo.
Além do comércio, a exposição também fortalece os laços culturais e interpessoais. Mais do que um mercado de bens e serviços, o evento funciona como um espaço de intercâmbio entre diferentes culturas. A área dedicada às exposições nacionais recebe apresentações artísticas e mostras que oferecem aos visitantes uma vasta diversidade de tradições de todo o mundo.
Este ano, várias iniciativas serão realizadas pela primeira vez: a secção Coleção Premium contará com oficinas dedicadas ao patrimônio cultural imaterial; o Festival Gastronômico inaugurará uma área de degustação internacional; e o Carnaval das Artes estabelecerá uma parceria com a Semana de Moda da China. Essas iniciativas promovem a compreensão mútua e enriquecem as parcerias econômicas por meio de conexões sociais mais sólidas.
A CIIE oferece uma plataforma multilateral mais ampla para a cooperação aberta. Em sintonia com a tendência de globalização econômica, consolidou-se como um espaço de referência para o diálogo de alto nível e a cooperação econômica e comercial multilateral.
Pela primeira vez, participarão do evento mais de 300 empresas da lista Fortune Global 500 e líderes de seus respectivos setores. Quase 200 empresas e instituições participaram de todas as nove edições. Além disso, cinco países, entre eles Moldávia e Romênia, assim como o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), participarão pela primeira vez, demonstrando o forte apelo da abertura e da cooperação.
A China promove uma abertura de alto nível com o objetivo de ampliar os benefícios da cooperação com o resto do mundo. As experiências de abertura do país transmitem uma mensagem clara: a China não é apenas a fábrica do mundo, mas também um mercado global. Não é apenas uma "grande vendedora", mas também uma "grande compradora".
Essa interação em duas direções não marginaliza outros participantes; pelo contrário, gera benefícios concretos para as economias vizinhas e promove a prosperidade regional.
Na edição deste ano, os pavilhões dedicados a produtos asiáticos e africanos serão ampliados, com exposições de maior qualidade e uma programação mais diversificada. Essas melhorias buscam ajudar os países africanos que mantêm relações diplomáticas com a China a aproveitar o acesso ao mercado chinês com isenção de tarifas, além de incentivar um número maior de países do Sul Global a aproveitar plenamente as oportunidades oferecidas pela CIIE.
Stephen Jackson, coordenador residente das Nações Unidas na China, destacou que a CIIE oferece às economias em desenvolvimento um caminho concreto para uma integração mais profunda nas cadeias globais de valor e para compartilhar os benefícios do comércio.
A China aproveitará o impulso da abertura e unirá forças para promover uma cooperação de ganhos mútuos. O país defenderá firmemente o multilateralismo e continuará trabalhando para o sucesso da CIIE, contribuindo para orientar a globalização econômica rumo a uma maior abertura, inclusão, equilíbrio e benefícios compartilhados.