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China amplia acessibilidade à informação em benefício de pessoas com deficiência e idosos

Fonte: Diário do Povo Online    04.11.2026 08h47

Pessoas com deficiência física conversam após uma exibição de filme no restaurante Trojan Fairy, em Beijing, capital da China, em 26 de outubro de 2025. (Foto: Yin Gang/Xinhua)

A China está ampliando a acessibilidade à informação para mais áreas, especialmente aquelas diretamente relacionadas ao cotidiano de pessoas com deficiência e idosos, segundo um relatório.

O relatório sobre a implementação da Lei de Construção de Ambientes Acessíveis foi submetido, na terça-feira (3), à sessão em curso do Comitê Permanente da Assembleia Popular Nacional, o principal órgão legislativo do país, para deliberação.

O documento aponta que os serviços de informação e comunicação acessíveis apresentaram melhorias tanto em qualidade quanto em abrangência.

Até o final de 2025, cerca de 11 mil sites mantidos por órgãos do Partido e do governo passaram por atualizações para melhorar a acessibilidade, enquanto mais de 3,1 mil sites, aplicativos móveis e miniaplicativos frequentemente utilizados por pessoas com deficiência e idosos foram aprimorados para garantir maior acessibilidade e adequação às necessidades dos idosos.

O uso de tecnologias inteligentes em serviços de informação acessíveis também se expandiu, com o uso de inteligência artificial (IA) em áreas como a transmissão em língua de sinais e o desenvolvimento de instalações acessíveis, destaca o relatório.

Serviços de acessibilidade nos setores de educação, saúde, cultura e turismo também continuaram a evoluir. Bibliotecas públicas por toda a China oferecem, atualmente, mais de 40 mil assentos em salas de leitura voltadas para pessoas com deficiência visual, enquanto mais de 1,7 mil salas de leitura disponibilizam serviços culturais adaptados às necessidades desse público.

A Lei de Construção de Ambientes Acessíveis, que entrou em vigor em setembro de 2023, é a primeira legislação chinesa dedicada especificamente ao desenvolvimento de ambientes acessíveis, estabelecendo diretrizes abrangentes e sistemáticas sobre instalações, informação, comunicação e serviços públicos.

A implementação dessa lei contribuiu para fortalecer o arcabouço regulatório para o desenvolvimento de ambientes acessíveis. Desde então, diversas outras leis foram introduzidas, incorporando dispositivos de acessibilidade sob diferentes perspectivas.

Atualmente, a China conta com mais de 260 normas nacionais que abrangem a acessibilidade e melhorias voltadas para a inclusão de idosos, informa o documento.

O desenvolvimento de infraestruturas acessíveis também foi impulsionado. Durante o período do 14º Plano Quinquenal (2021-2025), cerca de 70 mil comunidades residenciais passaram por reformas voltadas à acessibilidade e à adaptação para idosos, e aproximadamente 135 mil elevadores foram instalados em edifícios já existentes, segundo o relatório.

A disponibilidade de instalações de acessibilidade em áreas de serviço de rodovias e em vias urbanas aumentou significativamente, com a cobertura atingindo ou aproximando-se de 100% em diversas regiões de nível provincial, acrescentou o documento.

A China abriga cerca de 85 milhões de pessoas com deficiência. Durante o período do 15º Plano Quinquenal (2026-2030), serão realizados esforços para garantir a participação igualitária dessas pessoas na sociedade, por meio de um melhor acesso a serviços de reabilitação, educação, emprego e seguridade social.

Ao final de 2025, a China contava com 323,38 milhões de pessoas com 60 anos ou mais, o equivalente a 23% da população, um número que, segundo projeções, ultrapassará 400 milhões por volta de 2035.

O relatório também defende o aproveitamento dos avanços em tecnologias digitais e inteligência artificial para tornar os ambientes acessíveis mais inteligentes e diversificados, integrando melhorias voltadas à acessibilidade, aos idosos e às crianças, a fim de promover o bem-estar de toda a sociedade.

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