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Flávio Bolsonaro diz que fará oposição ao governo Lula no exterior

Fonte: Diário do Povo Online    29.10.2026 10h29

Flávio Bolsonaro, candidato do Partido Liberal (Foto: Xinhua)

Flávio Bolsonaro, candidato do Partido Liberal (PL) e filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, derrotado nas eleições presidenciais brasileiras, divulgou uma carta aberta no dia 28, na qual se autodenominou “líder do Brasil” e afirmou que organizará no exterior atividades de oposição ao governo Lula.

Na carta, Flávio Bolsonaro agradeceu ao presidente argentino, Javier Milei, e ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Ele alegou que não estava “fugindo do Brasil”, mas sim “saindo pelo Brasil”, e afirmou que, diante da prisão do pai e da “perseguição política” que estaria sofrendo, não tinha condições de liderar a oposição dentro do país.

Flávio Bolsonaro atribuiu sua derrota à decisão do Supremo Tribunal Federal (STF)  de prorrogar o horário de votação, alegando que a medida permitiu que o candidato do Partido dos Trabalhadores (PT) e atual presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, obtivesse cerca de 10 milhões de votos a mais no segundo turno das eleições presidenciais em comparação com o primeiro turno.

Dados do TSE mostram que, no segundo turno, realizado no dia 25, Lula foi reeleito com 51,79% dos votos, com uma vantagem superior a 4,43 milhões de votos. No entanto, apenas cerca de 34 mil votos foram registrados após o horário originalmente previsto para o encerramento da votação, às 17h.

Na primeira versão da carta aberta, publicada por Flávio Bolsonaro nas redes sociais na tarde do dia 28, ele havia se autodenominado “o verdadeiro presidente eleito do Brasil”. Essa versão foi posteriormente apagada. Na nova versão publicada, ele alterou a expressão para “líder do Brasil”.

Segundo informações de diversos veículos de comunicação brasileiros e argentinos, Flávio Bolsonaro e seus familiares deixaram o Brasil no dia 27 com destino à Argentina. No mesmo dia, Santiago Caputo, assessor do presidente argentino, auxiliou a família a embarcar em um avião particular no aeroporto de Puerto Iguazú, na Argentina, com destino a Guayaquil, no Equador. Após uma breve parada no país, eles seguiram viagem na manhã do dia 28 para Miami, nos Estados Unidos.

No dia 27, Lula criticou a saída de Flávio Bolsonaro do país após a derrota nas eleições presidenciais, classificando o comportamento como “vergonhoso”. Segundo Lula, ele deveria permanecer no Brasil, entregar seu passaporte conforme determinado pelas autoridades judiciais, e apresentar os documentos pertinentes para prestar esclarecimentos sobre as acusações contra ele.

No mesmo dia, um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) determinou a abertura de uma investigação sobre Flávio Bolsonaro, por suspeitas de recebimento de recursos estrangeiros e manipulação das redes sociais durante a campanha eleitoral.

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