
Vista aérea de embarcações de carga passando por uma ponte que serve como corredor para a vida selvagem, sobre o Canal Pinglu, na Região Autônoma da Etnia Zhuang de Guangxi, no sul da China, em 21 de outubro de 2026. (Foto: Xinhua)
O recém-inaugurado Canal Pinglu oferece às empresas das regiões do interior da China novas rotas para mercados costeiros e internacionais. Em seu primeiro mês de operação, o canal transportou cargas minerais em direção ao norte e produtos manufaturados em direção ao sul.
Inaugurado em 16 de setembro, o canal de 134,2 quilômetros, localizado na Região Autônoma da Etnia Zhuang de Guangxi, conecta vias navegáveis do interior, próximas a Nanning, ao Golfo de Beibu, passando por Qinzhou. A infraestrutura comporta embarcações de 5.000 toneladas métricas e reduz o trajeto do interior até o mar em mais de 560 km, na comparação com a rota tradicional.
Serviços de transporte de carga conectando Nanning a Can Tho, no Vietnã, e a Yangpu, na província de Hainan, já entraram em operação, segundo informação divulgada durante o "Transporte Aquaviário na China — Explorando Guangxi pelas Águas", uma iniciativa de pesquisa e reportagem multimídia que ocorre ao longo deste mês.
A origem das cargas expandiu-se para além de Guangxi, abrangendo também as províncias de Sichuan, Hunan, Guizhou e Yunnan, conectando um número maior de produtores do interior aos mercados costeiros e internacionais.
No Porto de Qinzhou, o calcário proveniente da bacia do rio Xijiang chega por meio do canal, seguindo, na sequência, para siderúrgicas no norte da China e no exterior. Anteriormente, os custos logísticos restringiam o escoamento dessas cargas a mercados próximos ou a destinos ao longo do rio, em direção ao Delta do Rio das Pérolas, segundo autoridades regionais de transporte.
O fluxo em direção ao norte transporta, principalmente, carvão, minérios e outras matérias-primas a granel, distribuídas a partir dos portos do Golfo de Beibu. Já o fluxo em direção ao sul inclui aço, materiais de construção e mercadorias em containers.
A viabilização dessas novas rotas exige uma coordenação precisa entre vias navegáveis do interior, eclusas e portos marítimos.
Su Yi, diretor do centro de pilotagem de Guangxi, informou que o centro formou uma equipe especializada para dar suporte à navegação ao longo do canal. Segundo as autoridades, seis práticos (pilotos de embarcações) obtiveram qualificação para atuar em toda a extensão do canal e no Porto de Nanning.
Uma plataforma de agendamento integrada combina informações marítimas, hidroviárias, portuárias e meteorológicas para coordenar a passagem por eclusas e as operações portuárias. Equipes de manutenção aliam monitoramento digital a inspeções presenciais para ajudar a manter o novo corredor de carga operando com segurança.