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De areias amarelas a um "mar azul": a tecnologia impulsiona a transformação verde de Kubuqi

Fonte: Diário do Povo Online    16.10.2026 14h26

Em Dalad Banner, na cidade de Ordos, situada na Região Autônoma da Mongólia Interior, no norte da China, fileiras de painéis fotovoltaicos estendem-se até onde a vista alcança, acompanhando o movimento do sol como uma manada de cavalos pronta para a ação. Sob os painéis, a vegetação desértica floresce, ajudando a conter as areias movediças. O deserto, antes dominado por vastas extensões de areia amarela, trilha agora um caminho de desenvolvimento que integra energia renovável, restauração ecológica e o aumento da renda das comunidades locais.

Essa transformação, de areias amarelas para um "mar azul", não é fruto de um esforço isolado, mas da combinação de diretrizes políticas, inovação tecnológica e ações práticas na base. Inicialmente, as usinas fotovoltaicas foram construídas apenas para gerar eletricidade. Contudo, à medida que os projetos avançavam, percebeu-se que os painéis também podiam melhorar o microclima do deserto e favorecer a recuperação da vegetação.

Sui Limin, gestor de uma usina fotovoltaica em Dalad Banner, acompanhou, por meio de suas inspeções diárias, a superação de diversos desafios, desde a fixação de estruturas em areias movediças e o controle da erosão eólica até o desenvolvimento de sistemas inteligentes de operação e manutenção. Enquanto isso, agricultores e pastores locais, que cultivam a terra sob os painéis solares, deixaram para trás os tempos em que viviam expostos a ventos incessantes e areia, passando a construir meios de subsistência sustentáveis por meio do desenvolvimento ecológico.

O presidente chinês, Xi Jinping, tem enfatizado a necessidade de "buscar um modelo de desenvolvimento sustentável que combine maior produtividade, melhores padrões de vida e ecossistemas saudáveis". A transição, que vai da simples geração de energia elétrica para um modelo integrado de "energia fotovoltaica + controle da desertificação + atividade industrial", demonstra que a redução da pobreza não consiste em vencer a natureza, mas em utilizar a tecnologia para alcançar uma coexistência harmoniosa entre o ser humano e o meio ambiente, bem como entre as pessoas e os setores produtivos.

Com o olhar voltado para o futuro, a experiência da China no combate à desertificação ganha projeção global. O país trabalha em parceria com nações ao redor do mundo para promover novos "milagres de desenvolvimento", transformando desertos em oásis verdes.

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