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Inflação ao consumidor na China sobe ligeiramente, e a perspectiva de recuperação dos preços melhora

Fonte: Diário do Povo Online    15.10.2026 09h46

Uma cliente escolhe vegetais num supermercado no distrito de Qibin, em Hebi, província de Henan, no centro da China, em 9 de setembro de 2026. (Foto: Zhao Yongqiang/Xinhua)

A inflação ao consumidor na China acelerou em setembro, e analistas esperam que uma recuperação gradual dos preços ganhe força à medida que a melhora nas condições de oferta e demanda e o maior apoio político impulsionem a demanda interna.

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) do país, principal indicador de inflação, subiu 0,9% em setembro em comparação com o mesmo período do ano anterior, devido ao aumento dos preços de energia e bens de consumo industriais, segundo dados divulgados pelo Departamento Nacional de Estatísticas (DNE) na quarta-feira (14).

Em termos mensais, o IPC aumentou 0,2%, com a taxa de crescimento diminuindo 0,2 ponto percentual em relação ao mês anterior. Nos primeiros nove meses de 2026, os preços ao consumidor tiveram um aumento anual de 0,9%.

A alta moderada refletiu a melhora das condições de oferta e demanda em certos setores, impulsionada por políticas para expandir a demanda interna e conter a concorrência excessiva, observou Liu Fang, analista da Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma.

O aumento anual em setembro foi impulsionado principalmente pela alta dos preços de energia e bens de consumo industriais, enquanto a queda dos preços dos alimentos pressionou a inflação geral, explicou a estatística do DNE, Dong Lijuan, em um comunicado.

Os preços da gasolina subiram 16,6% em relação ao ano anterior, contribuindo com aproximadamente 0,47% para o aumento geral do IPC, revelaram os dados. Os preços de bens de consumo industriais, excluindo energia, subiram anualmente 1,6%, contribuindo com cerca de 0,39% para o crescimento do IPC.

Os preços dos serviços aumentaram 0,8%, sem alterações em relação a agosto, contribuindo com cerca de 0,4% para o aumento do IPC. Os preços dos serviços relacionados a viagens subiram 2,1%, enquanto os preços dos serviços médicos aumentaram 4%.

Os preços dos alimentos, por sua vez, caíram 1,7% em relação ao ano anterior, com a queda se ampliando em 0,3% em relação a agosto. Os preços da carne suína e dos vegetais frescos caíram 10% e 8,1%, respectivamente, reduzindo o IPC geral em aproximadamente 0,33%.

À medida que o mercado de carne suína do país se estabiliza gradualmente, a pressão de baixa dos preços da carne suína sobre a inflação geral ao consumidor deverá diminuir, observou Wen Bin, economista-chefe do China Minsheng Bank.

Enquanto isso, o aumento do consumo de serviços durante o feriado do Dia Nacional deverá dar um impulso adicional à recuperação da inflação subjacente, que exclui os preços de alimentos e energia, observou Wen.

Os dados divulgados na quarta-feira também mostraram que o Índice de Preços ao Produtor (IPP) da China, que mede os custos dos produtos na saída da fábrica, subiu 5% em setembro em comparação com o mesmo período do ano anterior. O crescimento acelerou 1,2% em relação a agosto, marcando o maior aumento desde junho de 2022.

O crescimento mais acelerado foi impulsionado principalmente pela alta dos preços internacionais do petróleo bruto e dos metais não ferrosos, pelas mudanças na oferta e demanda em certos setores de energia e matérias-primas e pela crescente demanda de setores emergentes, como a inteligência artificial (IA), afirmou a estatística Dong Lijuan, do DNE.

Os dados da inflação foram divulgados num momento em que a China implementou uma série de medidas para estimular o consumo e fortalecer a demanda interna, buscando apoiar o crescimento econômico e incentivar uma recuperação razoável dos preços.

Em julho, a China lançou seu primeiro plano quinquenal dedicado exclusivamente à expansão do consumo. O plano visa desbloquear todo o potencial do vasto mercado chinês, otimizar a estrutura de consumo e melhorar a qualidade de vida da população por meio de medidas específicas.

Na frente monetária, o Banco Popular da China prometeu fazer melhor uso das ferramentas de política monetária, tanto agregadas quanto estruturais, e aprimorar a coordenação entre as políticas monetária e fiscal para promover o crescimento econômico estável e uma recuperação razoável dos preços.

Olhando para o futuro, espera-se que os fatores positivos que sustentam uma recuperação moderada dos preços continuem se fortalecendo, à medida que a China reforça o apoio de políticas anticíclicas, avança no desenvolvimento de um mercado nacional unificado e melhora as expectativas de emprego e renda, ajudando a desbloquear o potencial da demanda interna, ponderou Liu.

Enquanto isso, o crescimento da demanda de setores emergentes, como inteligência artificial, e os esforços contínuos para conter a concorrência excessiva devem sustentar os preços e melhorar a transmissão dos preços. Com esses fatores em ação, espera-se que os níveis gerais de preços na China permaneçam dentro de uma faixa razoável pelo resto do ano, previu Liu.

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