
Turistas em uma casa de chá local em Haikou, na província de Hainan, no sul da China, em 1º de outubro de 2026. (Foto: Guo Cheng/Xinhua)
A economia da China continuou melhorando no terceiro trimestre deste ano, com novos motores de crescimento ganhando força, segundo dados oficiais de alta frequência sobre consumo, comércio e investimento divulgados no domingo (11).
A atividade de consumo manteve sua recuperação, com os pagamentos de consumo presencial registrando alta de 2,6% em relação ao ano anterior no terceiro trimestre, uma aceleração de 0,7% em comparação com o segundo trimestre, conforme dados divulgados pelo Centro de Informações do Estado, vinculado à Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma.
Em setembro, os pagamentos de consumo presencial registraram um crescimento anual de 3,1%, um aumento de 0,5% frente a agosto, marcando três meses consecutivos de crescimento.
Os dados também mostraram que a tonelagem de carga de navios que partiram e chegaram aos principais portos chineses aumentou 43,1% e 0,3% em termos anuais, respectivamente, no terceiro trimestre.
No que diz respeito a investimentos, a emissão de novos títulos de finalidade específica cresceu 50,2% em relação ao ano anterior em setembro, um ritmo de 43,6% superior ao registrado em agosto, segundo os dados.
O valor dos contratos firmados para projetos relacionados a novas infraestruturas, incluindo capacidade computacional, dados e redes, registrou um aumento anual de 34,2% no terceiro trimestre e um aumento mensal de 50,4% no mês de setembro.
Os investimentos de capital em setores de fronteira tecnológica, como inteligência artificial e robôs humanoides, dispararam 184,1% em relação ao ano anterior no terceiro trimestre e 198,7% no mês passado, apontaram os dados.
"O investimento em áreas de fronteira, como a inteligência artificial, manteve-se robusto, sustentando o crescimento atual e, ao mesmo tempo, impulsionando o desenvolvimento de 'novas forças produtivas de qualidade'", afirmou Wei Ying, vice-diretor do departamento de desenvolvimento de big data do centro.
A China estabeleceu uma meta de crescimento de 4,5% a 5% para 2026 e buscará resultados ainda melhores na prática. No primeiro semestre do ano, o Produto Interno Bruto (PIB) do país cresceu 4,7% em relação ao ano anterior.
Em mais um sinal de fortalecimento da economia, a atividade industrial da China retornou à zona de expansão em setembro, enquanto a atividade do setor de serviços registrou uma recuperação acentuada. O Índice de Gerentes de Compras (PMI) do setor industrial chinês ficou em 50,1 no mês passado, ao passo que o índice de atividade empresarial do setor de serviços atingiu 50,2.