
Visitantes da 26ª Feira Internacional de Investimento e Comércio da China observam uma exposição de robôs de fisioterapia baseados em inteligência artificial, na terça-feira (8), em Xiamen, província de Fujian. A feira, inaugurada na terça-feira, vai até sexta-feira e atraiu mais de 1.200 delegações governamentais e empresariais de 129 países e regiões, além de 30 organizações internacionais. (Foto: Lyu Ming/China New Service)
Embora o mundo tenha entrado em uma nova fase de turbulência, a trajetória rumo à abertura e à cooperação permanece irreversível, afirmou o vice-presidente Han Zheng na terça-feira (8), reafirmando o compromisso inabalável da China com uma abertura de alto nível para uma cooperação mutuamente benéfica.
Han fez essas declarações na cerimônia de abertura da 26ª Feira Internacional de Investimento e Comércio da China, realizada em Xiamen, província de Fujian. O evento, que segue até sexta-feira, está estruturado em torno dos temas "Investir na China", "Investimento Chinês no Exterior" e "Investimento Internacional".
Han incentivou empresas globais a aproveitarem as oportunidades geradas pela abertura da China e a se estabelecerem firmemente no mercado chinês, ao mesmo tempo em que apelou por esforços conjuntos para promover um ecossistema global aberto e inovador e para preservar o sistema multilateral de comércio.
A exposição deste ano ocupa uma área de 200.000 metros quadrados, um aumento em relação aos 120.000 metros quadrados do ano passado, e registrou a participação de mais de 1.200 delegações governamentais e empresariais de 129 países e regiões, além de 30 organizações internacionais de destaque, o que demonstra a confiança duradoura do setor empresarial global no mercado chinês.
Pela primeira vez, a feira conta com dois países convidados de honra: a Finlândia e a Arábia Saudita.
O primeiro-ministro da Finlândia, Petteri Orpo, afirmou numa carta de felicitações que "a Finlândia valoriza suas relações diplomáticas estáveis e de longa data com a China e reconhece a importância da cooperação entre nossos países".
Ele destacou que o desenvolvimento e os mercados da China têm proporcionado inúmeras oportunidades para empresas estrangeiras.
A China é atualmente o maior parceiro comercial da Finlândia na Ásia e o quarto maior em nível global, com o valor do comércio bilateral entre as duas nações ultrapassando US$ 8 bilhões no ano passado.
Nesse cenário de aprofundamento dos laços econômicos, a Finlândia montou seu primeiro pavilhão nacional na edição deste ano da CIFIT, apresentando inovações tecnológicas nórdicas de ponta nas áreas de economia circular, manufatura inteligente, vida saudável e educação.
Paralelamente, a participação da Arábia Saudita como o outro país convidado de honra ocorre no momento em que 2026 marca o 10º aniversário do estabelecimento da parceria estratégica abrangente entre a China e a Arábia Saudita.
Ibrahim Al-Mubarak, ministro-adjunto de Investimentos da Arábia Saudita, afirmou que a cooperação entre as duas nações se baseia em fundamentos sólidos. A China é a maior parceira comercial da Arábia Saudita, com um comércio bilateral que supera os US$ 100 bilhões há quatro anos consecutivos.
Ele expressou grande expectativa quanto ao aprofundamento da cooperação em investimentos e à expansão da sinergia industrial e tecnológica para gerar maior valor econômico para ambos os países.
Impulsionada por esses laços robustos, a Arábia Saudita enviou uma grande delegação econômica, destacando oportunidades de investimento em setores-chave, incluindo energia, indústria química e manufatura avançada.
Harley Seyedin, presidente do conselho da Câmara de Comércio Americana no Sul da China, observou que este ano marca a 23ª vez consecutiva que a câmara traz uma delegação à CIFIT.
"A CIFIT tornou-se uma plataforma importante para que nossos membros conheçam oportunidades de investimento, estabeleçam contatos com governos locais e parceiros de negócios e explorem novas áreas de cooperação", disse Seyedin.
A delegação de alto nível deste ano conta com representantes de líderes globais do setor, incluindo Nike, PepsiCo, Johnson & Johnson, Bunge e doTERRA, ao lado de empresas de tecnologia e serviços profissionais.
"Grandes corporações multinacionais continuam a ver oportunidades na China, enquanto empresas mais especializadas e inovadoras também estão de olho no mercado, explorando parcerias e desenvolvendo seus negócios aqui", afirmou.
Zhou Mi, pesquisador sênior da Academia Chinesa de Comércio Internacional e Cooperação Econômica, disse que o modelo da CIFIT ajuda a criar condições de confiança para a interação, permitindo que todas as partes realizem intercâmbios presenciais e explorem tendências futuras para promover investimentos ordenados.
As direções dos investimentos globais estão intimamente ligadas aos avanços tecnológicos e a modelos de negócios inovadores. Como resultado, indústrias inovadoras ganharam destaque, tornando-se um vetor essencial para atrair investimentos internacionais, disse ele.