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Chanceler do Brasil rejeita argumentos dos EUA que justificam possíveis tarifas sobre produtos brasileiros

Fonte: Xinhua    05.06.2026 13h46

O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, rejeitou nesta quinta-feira os argumentos apresentados pelos Estados Unidos para justificar a possível imposição de novas tarifas sobre produtos brasileiros, afirmando que as acusações feitas por Washington não se sustentam.

Em declarações à imprensa, o ministro questionou os fundamentos da investigação comercial aberta pelos Estados Unidos contra o Brasil e manifestou que o país sul-americano cumpre integralmente as normas internacionais de trabalho e comércio.

"O Brasil não utiliza trabalho forçado nem práticas trabalhistas incompatíveis com as normas internacionais", declarou Vieira, rejeitando uma das alegações mencionadas pelas autoridades americanas para avaliar medidas comerciais contra produtos brasileiros.

O chefe da diplomacia brasileira também negou que o Brasil adote políticas que distorçam a concorrência internacional e disse que a relação comercial bilateral opera dentro de parâmetros transparentes reconhecidos por organizações multilaterais.

"Os argumentos apresentados não correspondem à realidade do Brasil", ressaltou Vieira, defendendo o histórico do país na promoção de condições de trabalho adequadas e no cumprimento de seus compromissos em fóruns internacionais.

As declarações vêm após o governo dos Estados Unidos anunciar uma investigação que pode levar à imposição de tarifas de até 25% sobre certos produtos brasileiros.

A medida gerou preocupação em Brasília, onde as autoridades acreditam que as acusações carecem de fundamento técnico e podem afetar negativamente o comércio entre as duas maiores economias das Américas.

Vieira indicou que o governo brasileiro continuará buscando uma solução por meio do diálogo e dos canais diplomáticos, defendendo os interesses nacionais nos mecanismos internacionais competentes.

O presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, também criticou a iniciativa dos EUA e reiterou que o Brasil está disposto a negociar para evitar uma escalada das tensões comerciais entre os dois países.

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