
Wang Yi, membro do Birô Político do Comitê Central do Partido Comunista da China e ministro das Relações Exteriores da China, realizou o quinto Diálogo Estratégico Abrangente em Nível Ministerial de Relações Exteriores China-Brasil com o seu homólogo brasileiro, Mauro Vieira, em Beijing, na segunda-feira (1º).
Nos últimos anos, sob a orientação estratégica do presidente chinês Xi Jinping e do presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva, as relações entre China e Brasil alcançaram um marco histórico, evoluindo de uma parceria estratégica global para uma comunidade com um futuro compartilhado, afirmou Wang.
Segundo o ministro chinês, ambos os países devem implementar o importante consenso alcançado pelos dois chefes de Estado, aprofundar continuamente a construção da comunidade China-Brasil com um futuro compartilhado, enfrentar conjuntamente diversos desafios externos e gerar maior sinergia para promover seus processos de modernização, bem como a unidade e a autossuficiência do Sul Global, oferecendo mais segurança valiosa em um mundo turbulento.
Wang destacou que a China aprecia a longa adesão do governo brasileiro ao princípio de Uma Só China e apoia o Brasil na salvaguarda de sua soberania nacional, na manutenção de sua independência e autonomia e na busca de um desenvolvimento mais amplo.
Ele acrescentou que ambos os países devem aproveitar suas vantagens complementares para alcançar mais resultados concretos na cooperação. Devem implementar o importante consenso dos chefes de Estado sobre a realização bem-sucedida do "Ano Cultural China-Brasil" em 2026 e promover intercâmbios e colaboração em diversas áreas.
"Devemos fortalecer a comunicação e a cooperação nos mecanismos multilaterais, implementar ativamente as quatro iniciativas globais, promover o estabelecimento de um sistema de governança global mais justo e equitativo, proteger a paz e a estabilidade mundial e defender os direitos e interesses legítimos dos países em desenvolvimento", enfatizou Wang, acrescentando que a China está disposta a trabalhar com os países da região, incluindo o Brasil, para aprofundar ainda mais a cooperação China-América Latina.

Vieira afirmou que a relação Brasil-China é um exemplo para os países em desenvolvimento na defesa da independência e na promoção da solidariedade e da cooperação, além de constituir um modelo de desenvolvimento de relações estáveis e previsíveis entre grandes potências.
"O Brasil sempre aderiu ao princípio de Uma Só China e espera consolidar a confiança estratégica mútua, aprofundando a cooperação pragmática com a China", disse o ministro brasileiro, acrescentando que o país está disposto a fortalecer a cooperação multilateral com a China.